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PIB sobe 0,6% do segundo para o terceiro trimestre; em 12 meses, alta de é 0,9%

Segundo o IBGE, destaques na variação trimestral foram a agropecuária e a indústria, que mantém queda na comparação com 2011. Consumo das famílias cresceu, mas taxas de investimento e de poupança caíram
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 30/11/2012 09h06, última modificação 30/11/2012 09h48
Segundo o IBGE, destaques na variação trimestral foram a agropecuária e a indústria, que mantém queda na comparação com 2011. Consumo das famílias cresceu, mas taxas de investimento e de poupança caíram

São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% do segundo para o terceiro trimestre, informou hoje (30) o IBGE. Na comparação com o terceiro trimestre de 2011, a alta foi de 0,9¨%. A economia sobe 0,7% no acumulado deste ano e 0,9% em 12 meses. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 1,098 trilhão.

Na comparação com igual período anterior, o PIB mostra alguma reação: crescimento de 2,1% no terceiro trimestre de 2011, 1,4% no quatro trimestre, 0,8% no primeiro trimestre deste ano, de 0,5% no segundo e agora de 0,9%. Quando o critério são os quatro trimestres acumulados em relação aos quatro imediatamente anteriores, a curva é descendente: 3,7%, 2,7%, 1,9%, 1,2% e 0,9%.

 Em relação ao segundo trimestre, os destaques foram a agropecuária, com crescimento de 2,5%, e a indústria, com alta de 1,1%. O setor de serviços não teve variação. Sobre o terceiro trimestre do ano passado, a agropecuária registrou expansão de 3,6% e os serviços, de 1,4%, enquanto a indústria sofreu queda de 0,9%. No acumulado em quatro trimestres, os serviços sobem 1,5%, a agropecuária sobe 0,8% e a indústria cai também 0,9%.

A ligeira recuperação do setor industrial no trimestre foi puxado, segundo o IBGE, pela indústria de transformação, que teve expansão de 1,5%, e pela construção civil (0,3%). Mas na comparação com o terceiro trimestre de 2011, a indústria de transformação recua 1,8%, resultado provocado, principalmente, "pela redução da produção de máquinas e equipamentos; materiais eletrônicos e equipamentos de comunicações; veículos automotores; artigos do vestuário e calçados; metalurgia básica; e materiais elétricos".

Investimentos

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), um indicador de investimentos, caiu 2% do segundo para o terceiro trimestre. Foi a quinta queda seguida nessa base de comparação. Também mostra recuo de 5,6% em relação ao terceiro trimestre de 2011, em movimento "puxado pela queda da importação e da produção interna de máquinas e equipamentos, além da desaceleração da taxa de crescimento da construção civil". A FBCF cai 3,9% no ano e 2,4% em 12 meses.

Outro indicador importante, a taxa de investimento, atingiu 18,7% do PIB no terceiro trimestre, abaixo de igual período do ano anterior (20%). Segundo o instituto, a queda foi influenciada principalmente pela queda, em voluma de FBCF. A taxa de poupança também caiu, de 18,8% no terceiro trimestre de 2011 para 15,6%.

Já o consumo das famílias teve alta de 0,9% na comparação com o segundo trimestre deste ano. Segundo o IBGE, o consumo cresceu 3,4% sobre o terceiro trimestre do ano passado – no 36º crescimento consecutivo nessa base de comparação –, 2,8% no ano e 2,6% em 12 meses.

O resultado do PIB do quatro trimestre e do acumulado de 2012 será divulgado pelo IBGE em 1º de março do ano que vem. Certamente o resultado ficará abaixo do apurado em 2011, quando a economia cresceu 2,7%.