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Trabalhadores querem que novo modelo elétrico garanta empregos e investimentos

por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 30/10/2012 15h44, última modificação 30/10/2012 17h13

São Paulo – Trabalhadores do setor elétrico, ligados ao Coletivo Nacional dos Eletricitários da Federação Nacional dos Urbanitários (CNE-FNU), estão em Brasília para discutir com os parlamentares suas propostas à Medida Provisória (MP) 579, que mudou o modelo de concessões do setor elétrico e vai reduzir as contas de luz. Com suas emendas, os trabalhadores querem garantir a continuidade dos investimentos no setor e evitar a terceirização de mão de obra - dois riscos decorrentes da diminuição de faturamento das empresas

Ao todo, a MP 579 já recebeu 431 propostas de emendas, que serão analisadas por uma comissão mista do Senado e da Câmara, cujo relator é o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

“Não fomos ouvidos pelo relator da Comissão porque há uma blindagem para que ele não sofra influência externa sobre o parecer das propostas. Então vamos dialogar com os deputados e senadores, explicando quais são as nossas preocupações”, disse o secretário de Energia da FNU, Fernando Pereira.

Entre as propostas dos trabalhadores, estão o fim da terceirização de atividades essenciais no setor elétrico, a alteração do artigo 2º da MP  para que a renovação de concessão não seja limitada a apenas uma vez, a garantia do investimento das concessionárias em infraestrutura e a consideração do balanço das empresas para o pagamento de indenizações para as estatais do setor. Sobre esse último ponto, Pereira afirma que a redução nas tarifas pode causar a quebra de algumas estatais do setor, cuja receita pode ser drasticamente reduzida.

A preocupação com questão da receita das estatais vai ser o tema do ato que finaliza as atividades, na Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf ), amanha (1º). O objetivo é chamar a atenção para o risco de fechamento da empresa. De acordo com Pereira, a Chesf deve perder dois terços de sua receita em razão das reduções na tarifas. “Não podemos aceitar a perda de empregos e das ações sociais que a Chesf mantém, queremos que o governo abra um canal de diálogo para debatermos propostas que evitem tal situação.”

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