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Produção industrial tem terceira alta mensal seguida, mas ainda recua no ano

por Redação da RBA publicado 02/10/2012 13h45, última modificação 02/10/2012 13h50

São Paulo – A produção industrial brasileira registrou em agosto sua terceira alta mensal seguida, informou hoje (2) o IBGE. Nesse período, acumulou crescimento de 2,3%. Mas a comparação anual ainda é negativa: queda de 2% em relação a agosto de 2011, a 12ª taxa negativa consecutiva, "mas a menos intensa desde dezembro último (-1,3%)". A atividade recua 3,4% nos oito primeiros meses do ano, em relação a igual período de 2011, e cai 2,9% em 12 meses. Com isso, diz o instituto, "prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-5,0%)".

Segundo o IBGE, o avanço de 1,5% de julho para agosto foi generalizado, atingindo 20 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para o setor de veículos automotores (alta de 3,3%), com impulso dado pelo aumento na produção de automóveis. Essa atividade também teve a terceira taxa positiva seguida, com expansão de 9,3% no período. Na comparação com agosto do ano passado, houve redução na produção em 16 setores, com o mesmo ramo de veículos automotores caindo 11,2%. Entre os 11 setores em alta, o instituto destaca produtos químicos (8,9%), refino de petróleo e produção de álcool (7,1%), outros equipamentos de transportes (7,2%), farmacêutica (4,6%) e bebidas (4,7%).

No acumulado do ano, até agosto, o IBGE teve taxas negativas em 18 dos 27 ramos. A principal influência negativa foi do setor de veículos automotores (-16,3%), com redução na produção da maioria dos produtos (aproximadamente 85%). Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-16,9%), alimentos (-2,7%), metalurgia básica (-4,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,4%) e máquinas e equipamentos (-3,1%), entre outros, também caíram. Das nove altas, os destaques são produtos químicos (4,5%), refino de petróleo e produção de álcool (4,1%) e outros equipamentos de transporte (7,2%). Em bens de capital e bens de consumo durável, foram apuradas quedas de 12,2% e 7,3%, respectivamente.