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IPCA-15 tem quarta alta mensal seguida, pressionado pelos preços dos alimentos

Produtos desse grupo foram responsáveis por mais da metade da alta do mês. Entre os itens que mais subiram, estão carnes e arroz
por Redação da RBA publicado 19/10/2012 09h06, última modificação 19/10/2012 09h40
Produtos desse grupo foram responsáveis por mais da metade da alta do mês. Entre os itens que mais subiram, estão carnes e arroz

São Paulo – Com pressão dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, registrou em outubro a maior variação de 2012 (0,65%), repetindo o resultado de janeiro. Foi a quarta alta mensal seguida – em setembro, a taxa foi de 0,48% e em outubro do ano passado, 0,42%. Agora, o índice está acumulado em 4,49% no ano, abaixo de igual período de 2011 (5,48%). Em 12 meses, atinge 5,56%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,31%). Os dados foram divulgados hoje (19) pelo IBGE.

Segundo o instituto, os alimentos foram responsáveis por 57% do índice total. A alta nesse grupo foi de 1,56% (ante 1,08% em setembro) e o impacto, de 0,37 ponto percentual. Os preços de vários produtos aumentaram, com detaque para carnes (2,92%) e arroz (11,91%) – os impactos desses itens foram de 0,07 ponto cada. Além desses, também tiveram elevação a batata-inglesa (19,23%), farinha de mandioca (12,52%), cebola (9,97%), feijão carioca(4,66%), frango (4,13%), óleo de soja (3,01%) e pão francês (2,43%).

As despesas com habitação foram de 0,43%, em setembro, para 0,72%. O IBGE atribui a variação à alta da energia elétrica (de -0,05% para 0,67%), além de itens considerados importantes, como taxa de água e esgoto(de 0,78% para 1,32%) artigos de limpeza (de 0,29% para 0,55%), mão de obra para pequenos reparos (de 0,07% para 1,69%) e gás de botijão (de 0,30% para 1,08%).

No grupo saúde e cuidados pessoais (de 0,37% para 0,42%), a aceleração foi causada pela alta dos artigos de higiene pessoal, de 0,07% para 0,66%. Também tiveram elevação os grupos vestuário (de 0,47% para 1,05%), transportes (de 0,09% para 0,18%), comunicação (de 0,01% para 0,18%) e artigos de residência (de 0,19% para 0,26%). Apenas despesas pessoais não avançou (de 0,57% para 0,15%), devido à queda de 0,17% no item empregado doméstico, após alta de 1,24% em setembro.

Entre as regiões pesquisadas, a maior alta foi apurada na cidade de Goiânia (1,21%), com influência da alta de 12,21% na energia elétrica – a tarifa foi reajustada em 12 de setembro. O menor foi da região metropolitana de Curitiba (0,38%), onde os alimentos subiram abaixo da média nacional (0,64%, ante 1,56%). O IPCA-15 teve variação de 0,53% em Brasília. Entre as demais regiões metropolitanas, a taxa foi de 0,90% em Belém, 0,71% em Belo Horizonte, 0,88% em Fortaleza, 0,58% em Porto Alegre, 0,68% em Recife, 0,54% no Rio de Janeiro, 0,76% em Salvador e 0,60% em São Paulo.

Os resultados do IPCA e do INPC referentes a outubro serão divulgados em 7 de novembro.