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Dados do Caged mostram salários baixos, mesmo com aumento acima da inflação

por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 23/07/2012 16:39, última modificação 23/07/2012 16:45
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São Paulo – Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, evidenciam os baixos salários pagos no Brasil e as disparidades entre as regiões. Segundo o Caged, o salário médio de admissão no primeiro semestre, com ganho real (acima da inflação) de 5,9%, atingiu R$ 1.002,64. Mesmo com 40,92% de aumento real desde 2003, o valor equivale a pouco mais de 1,6 salário mínimo (R$ 622).

A diferença entre o maior e o menor salário é de 48%. Vai a R$ 1.141,05 em São Paulo e atinge R$ 768,92 na Paraíba. Entre os gêneros, o salário médio de admissão das mulheres (R$ 911,97) corresponde a 86,42% em relação ao dos homens (R$ 1.055,24) – no primeiro semestre do ano passado, a proporção era próxima (86,25%).

Uma informação que pode evidenciar certo achatamento salarial se refere aos salários médios reais por grau de instrução. O maior é dos trabalhadores com ensino superior completo (R$ 2.501,83), 3,3 vezes o recebido pelos analfabetos no mercado formal (R$ 759,53). Mas estes tiveram variação de 9,15% em relação ao primeiro semestre de 2011, enquanto o dos primeiros cresceu 1,7%