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Cigarros, remédios e feijão carioca foram responsáveis por 43% da inflação de maio

IPCA-15 tem segunda alta mensal seguida, mas índice acumulado mantém declínio

por vitornuzzi publicado 22/05/2012 09:10, última modificação 22/05/2012 10:35
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São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, atingiu 0,51% em maio, ante 0,43% no mês anterior e 0,70% em maio do ano passado. Foi a segunda alta mensal seguida, mas os índices acumulados mostram recuo. No ano, a taxa está em 2,39%, abaixo de igual período de 2011 (3,86%), e em 12 meses chega a 5,05%, também in ferior aos 12 meses imediatamente anteriores (5,25%). Nessa última base de comparação, o IPCA-15 diminui há oito meses. Os números deste mês foram divulgados hoje (22) pelo IBGE.

Segundo o instituto, apenas três itens foram responsáveis por 43% do índice mensal: cigarro (0,12 ponto percentual), remédios (0,06 ponto) e feijão carioca (0,04). O cigarro teve variação de 14,265, "em função dos reajustes vigentes a partir do início de abril, observando-se recuo nos preços a partir do dia 7 de maio, iniciando por São Paulo". Com a alta do produto, o grupo Despesas Pessoais atingiu 1,32%, o mais elevado de todos.

A variação dos remédios foi de 1,85%, "refletindo parte do reajuste vigente desde 31 de março e acumulando, no ano, aumento de 3,09%". Assim, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais atingiu inflação de 0,93% em maio.

Já o feijão carioca subiu 15,3%, acumulando alta de 66,53% no ano, "tend em vista a menor oferta do produto, cuja safra foi prejudicada nas regiões produtoras em função de problemas climáticos, além da redução da área plantada". Vários produtos tiveram alta no mês, de acordo com o IBGE: óleo de soja (3,72%), farinha de mandioca (3,35%), cerveja (2,72%), leite em pó (2,27%), queijo (2,02%), arroz (1,66%), pão francês (1,20%) e biscoito (0,97%). O instituto apurou queda no tomate (-2,48%) e nas frutas (-2,22%). O grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,62%.

Também subiram os preços dos artigos de vestuário (0,97%), e itens como serviços bancários (1,66%), seguro de veículos (1,66%), telefonia celular (1,58%), mão de obra para pequenos reparos (1,51%), táxi (1,29%), taxa de água e esgoto (1,16%), gás de botijão (1,01%) e artigos de limpeza (0,99%). Entre as quedas, as tarifas das passagens aéreas (-10,83%) tiveram o principal impacto individual para baixo (-0,06 ponto).

Entre as regiões, o maior índice foi o da região metropolitana de Salvador (0,80%), "tendo em vista a taxa de água e esgoto (5,77%) que sofreu reajuste médio de 12,89% a partir de 1º de maio e da energia elétrica (3,96%) que foi reajustada em 6,15% a partir de 22 de abril". O menor foi o do Rio de Janeiro (0,16%) "onde o item empregado doméstico apresentou queda de 1,05%, bem como os alimentos que também apresentaram resultados em queda (-0,02%)".

 O IPCA-15 teve variação de 0,44% em Belém, 0,65% em Belo Horizonte, 0,23% em Brasília, 0,56% em Curitiba, 0,57% em Fortaleza, 0,35% em Goiânia, 0,58% em Recife, 0,78% em Porto Alegre e 0,50% em São Paulo

O índice refere-se a famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas, além dos municípios de Brasília e Goiânia. O período de coleta de preços para a taxa deste mês foi de 14 de abril a 14 de maio.