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Mantega a empresários: não é com a fome de trabalhador que seremos competitivos

Durante reunião no Palácio do Planalto, governo sinalizou com medidas de apoio à indústria, e representantes do setor privado prometem investimentos
por Redação da RBA publicado 22/03/2012 16h43, última modificação 22/03/2012 16h54
Durante reunião no Palácio do Planalto, governo sinalizou com medidas de apoio à indústria, e representantes do setor privado prometem investimentos

Governo prometeu oferecer "facilidades" aos empresários, e lembrou que cabe ao setor privado promover investimentos (Foto: Roberto Stuckert Filho. Presidência)

São Paulo – A reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e um grupo de 28 empresários no Palácio do Planalto terminou com promessas das duas partes. De um lado, o governo sinalizou medidas de apoio à indústria, com manutenção da trajetória de redução de juros, desoneração da folha de pagamento e esforço para manter a taxa de câmbio em um nível bom para as exportações.

Ao término do encontro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu a continuidade da aposta no poder do mercado interno como forma de garantir o crescimento da economia. “O Brasil tem de ser competitivo, porém à nossa maneira, e não copiando os instrumentos que os outros estão fazendo”, disse o ministro, que na véspera se reuniu com representantes das centrais sindicais. “Não é fazendo o trabalhador passar fome que vamos deixar o país competitivo. Mas é com o trabalhador ganhando mais e exercendo o mercado consumidor. A massa salarial crescendo significa a demanda crescendo e estimulando investimentos.” 

Sobre a folha de pagamento, a proposta é que, no âmbito do Plano Brasil Maior, lançado no ano passado, a alíquota da contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja reduzida de 20% para zero e o empresariado opte pelo recolhimento de 1,5% sobre o faturamento. 

Mantega apontou que os empresários estão otimistas com as possibilidades de investimento, e disse que o governo fará sua parte com a criação de facilidades para reduzir o custo dos aportes. Como em outras ocasiões, sobraram críticas à carga tributária, considerada excessiva, e às más condições de infraestrutura. “Ouvimos a apresentação de projetos de investimentos de grande magnitude, de US$ 5 bilhões, US$ 15 bilhões e, até, US$ 20 bilhões. Percebemos que os vários setores estão animados para fazer grandes investimentos, de modo a viabilizar esse crescimento maior.”

O governo trabalha para este ano com uma estimativa de crescimento da economia entre 4% e 4,5%. Em 2011, afetado pelo cenário externo, o PIB teve expansão de 2,7%, mas os setores produtivos deram sinais de recuperação a partir do último trimestre, após a adoção de medidas por parte da equipe econômica.

Com informações da Agência Brasil e do Blog do Planalto