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Mantega vê melhor classificação de risco da economia brasileira "bom problema" para o câmbio

por Daniel Lima publicado 04/04/2011 18h55, última modificação 04/04/2011 19h03

São Paulo – A decisão da agência de classificação de risco Fitch Ratings de melhorar a classificação do Brasil pode elevar a entrada de dólares no Brasil e se tornar um problema para o país, na opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, quanto mais sólida a economia brasileira, mas o país tende a atrair investimentos externos e, consequentemente, dólares.

“Mas é melhor ter esse problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares”, disse Mantega. O ministro não descartou novas medidas para conter o excesso de dólares destinados pelos investidores estrangeiros ao Brasil, devido à solidez econômica do país e às taxas de juros.

“Esse upgrade (elevação de nível) da Fitch para o Risco Brasil, de BBB- para BBB, é o reconhecimento de que a economia brasileira está mais sólida, não apresenta riscos e está sendo bem avaliada, inclusive pelas empresas de rating”, disse. A classificação de risco feita por agências, como a Fitch Ratings, indica que, quanto melhor, mais elevado, é o rating, mais seguro é para o investidor aplicar em determinadas empresas ou país.

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, concordou. "(A avaliação da agência é o) reconhecimento da consistência da política econômica ao longo dos anos e da melhora de seus fundamentos, alcançada por meio das políticas de metas de inflação, câmbio flutuante, acúmulo de reservas internacionais, responsabilidade fiscal e solidez do sistema financeiro", comemorou.

"Esses bons fundamentos da economia brasileira proporcionam melhores condições para o crescimento sustentável e concorrem para a contínua queda no custo de financiamento do investimento que o país demanda e continuará a demandar nos próximos anos".

Tombini também destacou que a reclassificação não impede o trabalho para novos avanços. “As boas notícias, contudo, não diminuem a determinação do Banco Central em continuar trabalhando para que os avanços obtidos até agora continuem a ocorrer em um ambiente econômico de estabilidade monetária e solidez financeira”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil