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Lobão descarta aumento do preço de petróleo da Petrobras

por Lourenço Canuto, da Agência Brasil publicado 08/04/2011 10h58, última modificação 08/04/2011 11h42

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão: estatal não reajusta o preço do barril há oito anos (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Brasília – O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira (8) que o governo não tem intenção de aumentar o preço do barril do petróleo fornecido pela Petrobras às refinarias. Mas disse que isso "será inevitável se o custo do barril subir muito acima do patamar atual".

Ele explicou, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em parceria com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que a estatal está há oito anos sem reajustar o preço do barril, “o que envolveria indiretamente aumento no preço da gasolina ao consumidor”. “A Petrobras, há dois anos, baixou o preço do petróleo fornecido às refinarias, ao invés de aumentar", destacou Lobão.

Ele afirmou que o plano da empresa era, há muitos anos, só reajustar o preço do petróleo quando ele ultrapassasse US$ 105 e "no entanto o valor continua estável mesmo na situação atual", em que o preço do barril está mais alto. Mas o ministro espera que o preço do petróleo no mercado internacional vá se estabilizar, a partir do equilíbrio da produção na Arábia Saudita, que está sendo esperado.

Lobão disse que ele próprio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a presidenta Dilma Rousseff querem que a gasolina seja vendida a preços mais baixos. O valor atual, que a população considera alto, "se deve ao funcionamento do mercado", segundo Edson Lobão.

“Um dos impactos que estão pressionando o preço, além da exploração dos postos de combustível, é o preço alto do etanol, em vista da queda na produção da cana-de-açúcar e da priorização que os produtores estão dando para a fabricação de açúcar”, explica o ministro.

"A intenção do governo é que a Petrobras passe a tratar o etanol como combustível, cuidando do aumento de sua produção", argumentou. A fixação anual de um percentual de produção de álcool combustível e de cana-de-açúcar, de acordo com estimativa da safra, teria que ser fixado por meio de lei, disse Lobão. A maioria das usinas que processa a cana foi financiada com estímulo do governo, por isso os produtores têm que trabalhar pelo equilíbrio da situação.

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