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Indústria paulista abriu 16.500 vagas em março, mas Fiesp vê ritmo menor

Segundo a entidade, setor está andando de lado e "ímpeto" de contratação caiu em relação a anos anteriores
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 14/04/2011 13h56, última modificação 14/04/2011 13h57
Segundo a entidade, setor está andando de lado e "ímpeto" de contratação caiu em relação a anos anteriores

São Paulo – A indústria de São Paulo abriu 16.500 empregos em março, informaram nesta quinta-feira (14) a Federação das Indústrias do Estado (Fiesp) e o Centro das Indústrias (Ciesp). Mas, segundo as entidades, apesar da alta de 0,65% sobre o mês anterior, o setor perdeu o "ímpeto" de anos anteriores – a variação mensal sem efeito sazonal mostra queda de 0,19%.

"O Sensor (pesquisa de expectativas feita pela entidade) já nos avisava que o emprego, na sua evolução, não ia bem. E o resultado apurado em março confirmou essa expectativa", afirmou o diretor de Economia da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini.  Não é nenhuma tragédia, mas nem euforia. O fato é que o emprego está mais aquietado, andando de lado assim como a indústria de transformação”, comparou.

Ele vê um cenário de instabilidade provocado, princpalmente, pela taxa de câmbio, que causa problemas à estrutura industrial. "O setor está um tanto acuado pela produção importado. E não temos à vista grandes mudanças que possam alterar essa condição no curto prazo", disse Francini.

No trimestre, foram criados 50.500 empregos, crescimento de 2% sobre igual período de 2010. Em 12 meses, foram abertas 72.500 vagas.

Em março, o setor de açúcar e álcool foi responsável pela criação de 9.600 empregos, 58,6% do total. Mas também perdeu fôlego em relação a anos anteriores. Em parte, segundo o diretor, pela pequena expansão da área plantada este ano.

Dos 22 setores analisados, 12 contrataram em março, três ficaram estáveis e sete demitiram.