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Preços dos combustíveis puxam inflação em São Paulo

ICV-Dieese acelerou para 0,91% em março, com alta superior a 10% no álcool e aumento do transporte coletivo
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 06/04/2011 12h26, última modificação 06/04/2011 12h27
ICV-Dieese acelerou para 0,91% em março, com alta superior a 10% no álcool e aumento do transporte coletivo

São Paulo – A inflação no município de São Paulo medida pelo Índice do Custo de Vida (ICV), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), subiu para 0,91% em março, ante 0,41% no mês anterior e 0,47% em março de 2010. Segundo o instituto, três grupos foram responsáveis pela alta: Transporte (2,34%), Habitação (1,10%) e Alimentação (0,80%). No primeiro, o Dieese apurou alta de 10,20% no álcool e de 3,28% na gasolina. No transporte coletivo, subiram os preços do metrô (2,69%), ônibus intermunicipais (3,96%) e trens de subúrbio (4,50%).

Com o resultado, o ICV-Dieese acumula inflação de 2,62% este ano, um pouco abaixo do primeiro trimestre do ano passado (2,81%). A inflação em 12 meses chega a 6,72%.

No grupo Alimentação, os produtos in natura e semielaborados registraram as maiores altas, mostrando comportamento distintos entre os itens. Peixes e frutos do mar, por exemplo, subiram 30,61%, com destaque para o camarão (76,67%), "devido à proibição da pesca nesta época do ano", informa o Dieese. Já os preços dos legumes aumentaram 10,34%, com destaque para tomate (18,54%), vagem (15,94%) e quiabo (13,45%). Entre as quedas, estão as do chuchu (-12,62%), pepino (-7,29%) e abobrinha (-6,77%). As frutas mostraram as "oscilações típicas da sazonalidade", com elevação de produtos como morango (17,11%) e pêssego (14,63%) e quedas do maracujá (-12,38%) e limão (-4,75%).

A inflação no primeiro trimestre foi maior para a faixa de população de maior renda (2,82%, taxa correspondente ao estrato 3). Para a de menor renda (estrato 1), subiu 2,21%. Para o estrato intermediário (2), a alta foi de 2,43%. Em 12 meses, o comportamento é inverso, aumentando à medida que a renda cresce: 6,80% para o estrato 1, 6,73% para o 2 e 6,68% para o 3.