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Desemprego em SP tem menor taxa em janeiro desde 1992

Ocupação cresceu pelo quarto mês seguido, segundo a pesquisa Seade/Dieese, enquanto rendimento dos assalariados também aumentou
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 24/02/2010 12h21, última modificação 24/02/2010 12h24
Ocupação cresceu pelo quarto mês seguido, segundo a pesquisa Seade/Dieese, enquanto rendimento dos assalariados também aumentou

São Paulo - A taxa média de desemprego na região metropolitana de São Paulo atingiu 11,8% em janeiro, praticamente estável ante dezembro (11,9%) e com queda em relação a janeiro do ano passado (12,5%). Foi a menor taxa para o mês desde 1992 (11,3%), segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), da Fundação Seade e do Dieese.

Segundo a pesquisa, a ocupação caiu 1,2% em relação a dezembro, em comportamento típico para o período. Com isso, o mercado eliminou 112 mil postos de trabalho. Mas como 139 mil pessoas deixaram o mercado de trabalho (retração de 1,3% na População Economicamente Ativa), o número de desempregados também caiu, 2,1% (27 mil a menos), para 1,236 milhão.

Já na comparação com janeiro de 2009, a PEA teve leve aumento (0,4%), com 40 mil pessoas a mais no mercado, que por sua vez abriu 109 mil vagas (alta de 1,2%, a quarta seguida). Com isso, o total de desempregados recuou 5,3% (69 mil a menos em 12 meses).

Entre os setores, o comércio eliminou 46 mil vagas de dezembro para janeiro e ficou estável na comparação com janeiro de 2009. O setor de serviços fechou 69 mil postos de trabalho no mês, mas abriu 50 mil na comparação anual. A indústria abriu 26 mil vagas em janeiro ante dezembro e 11 mil ante janeiro do ano passado. E o setor conhecido como "outros", que inclui emprego doméstico e construção civil, fechou 23 mil vagas no mês e abriu 48 mil em 12 meses. Também na comparação anual, o emprego com carteira assinada em São Paulo aumentou 3,1%, com acréscimo de 137 mil vagas formais.

O rendimento médio dos assalariados (R$ 1.339) aumentou 2,5% no mês (de novembro para dezembro) e 2,4% no ano. Já a massa salarial teve altas de 3,2% e de 1,9%, respectivamente.