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Governo não permitirá criação de bolhas, diz Mantega

por Lísia Gusmão publicado 04/12/2009 14h14, última modificação 04/12/2009 14h15

(Foto: Antonio Cruz/ABr)

Hamburgo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, respondeu nesta sexta-feira (4) em Hamburgo, na Alemanha, durante seminário sobre oportunidades de investimentos no Brasil, às críticas feitas nesta semana ao país pelo economista Paul Krugman, da Universidade de Princeton, no estado de Nova Jersey (EUA). Segundo Mantega, Krugman pode ficar tranquilo porque o governo não permitirá que se criem bolhas e ele poderá continuar lucrando com seus investimentos no Brasil.

Na última terça-feira (2), Paul Krugman disse em São Paulo que o Brasil deve olhar com cuidado o aumento muito rápido do investimento financeiro do exterior. Ele citou exemplos de países que receberam, por um período, um fluxo muito alto de capitais e logo em seguida entraram em crise.

Guido Mantega lembrou que a equipe econômica está atenta à valorização cambial e não descartou a possibilidade de novas medidas para garantir a estabilidade da moeda. "Nós estamos atentos a exageros. Acreditamos ser o suficiente mexer no IOF [o Imposto sobre Operações Financeiras]. Se necessário for, tomaremos mais medidas para garantir a estabilidade da moeda."

O ministro garantiu ainda o cumprimento da meta de superavit primário de 2,5% em 2009 e de 3,3% em 2010. Ele reafirmou que a economia brasileira vai crescer 5% em 2010 e que o país será uma das poucas economias do mundo que crescerá mais de 2%. Mantega voltou a citar a expansão do mercado interno como um dos fatores que contribuiu para a recuperação do Brasil diante da crise financeira internacional.

Fonte: Agência Brasil

 

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