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Economia brasileira cresce 1,3% no terceiro trimestre

por Thais Leitão publicado 10/12/2009 10h38, última modificação 10/12/2009 10h40

Rio de Janeiro - A economia brasileira cresceu 1,3% no terceiro trimestre do ano na comparação com o trimestre anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, chegou a R$ 797 bilhões no período, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo da estimativa feita na quarta-feira (9) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou que a expansão no período seria de 2%.

A maior elevação foi registrada no setor industrial, cuja alta na produção chegou a 2,9%, seguida pelo setor de serviços, que apresentou expansão de 1,6%. Já a atividade agropecuária teve queda de 2,5%.

Em relação ao mesmo período de 2008, o PIB teve queda de 1,2%. Nessa comparação, os serviços registraram o melhor desempenho, com alta de 2,1%, enquanto a agropecuária teve queda de 9,0% e a indústria, de 6,9%.

Na mesma comparação, o consumo das famílias aumentou 3,9%, o 24º período de crescimento consecutivo. Um dos fatores que contribuíram para o resultado foi o comportamento da massa salarial real, que cresceu 2,5% no terceiro trimestre de 2009, com aumento da ocupação e do rendimento médio do trabalho.

A despesa de consumo da administração pública variou 1,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2008 e os investimentos (formação bruta de capital fixo) caíram 12,5%.

No acumulado do ano, a soma das riquezas produzidas no país registrou queda de 1,7% em relação a igual período do ano passado.

O IBGE também divulgou dados revisados relativos ao segundo trimestre do ano. Na nova leitura, a economia teve, naquele período, expansão de 1,1% em relação aos três meses anteriores (inicialmente, a elevação apontada foi de 1,9%), depois de ter caído 0,9% de janeiro a março (antes, o dado apresentado foi de queda de 0,8%).

Em relação ao segundo trimestre de 2008, a nova leitura revela retração de 1,6%, mais intensa do que a de 1,2% calculada anteriormente.

Essa revisão de dados é realizada pelo IBGE após verificar informações de levantamentos posteriores, também feitos pelo instituto.

Fonte: Agência Brasil

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