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Crescimento do país será extraordinário e sustentável, diz Lula

por Paula Laboissière publicado 14/12/2009 10h55, última modificação 14/12/2009 10h00 Agência Brasil

Presidente Lula e o presidente do Peru, Alan García, durante encontro em Lima na sexta-feira (11) (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Lula  afirmou nesta segunda (14) que em 2010 a economia brasileira vai crescer de forma sustentável. Ele garantiu o crescimento de setores como agricultura, indústria e comércio devido a facilidades de financiamento e ao aumento do crédito.

No programa semanal Café com o Presidente, Lula lembrou que o governo vai expandir a linha de crédito para máquinas e equipamentos e também para caminhões e ônibus. Outros destaques, segundo ele, são a decisão de destinar R$ 15 bilhões a mais, para financiar a indústria naval, e a desoneração do setor petroquímico para facilitar a construção de refinarias.

"Ao invés de deixar para anunciar em 2010, anunciamos em 2009, aproveitando o final de ano e que as coisas estão bem, para mostrar que o Brasil não tem retorno. A gente vai continuar crescendo porque o Brasil vai se transformar em uma grande economia."

Ao comentar as medidas anunciadas na semana passada pelo setor econômico do governo, o presidente afirmou ainda que o Brasil terá um 2010 "extraordinário". Ele lembrou que, em dezembro de 2008, pediu à população que aumentasse o consumo e que o país se encontra agora em situação mais confortável.

"A economia já está crescendo de forma razoável e o que nós anunciamos foram medidas para garantir que ela cresça muito forte em 2010", disse, ao destacar o anúncio de R$ 80 bilhões para financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Se for necessário, colocaremos mais R$ 20 bilhões para financiar a Petrobras na exploração do pré-sal", completou.

Lula ressaltou que a decisão de prorrogar até junho de 2010 as desonerações em setores como a linha branca (de eletrodomésticos) serve para incentivar que o povo continue comprando, além de fomentar a produção.

"Além de continuarmos incentivando o consumo, estamos incentivando os investimentos, que as empresas contratem mais trabalhadores. É uma complementação daquilo que nós fizemos no ano passado."

Outro destaque, segundo o presidente, foi permitir que o sistema financeiro privado – que normalmente não empresta dinheiro a longo prazo – passe a fazê-lo. Para Lula, a medida abre caminho para uma "competição" com o BNDES.