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Meirelles: reservas próprias dão mais margem de manobra ao país

por Paula Laier publicado 23/11/2009 17h27, última modificação 23/11/2009 17h31 © Thomson Reuters 2009. All rights reserved

São Paulo - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (23) que a proposta de uma linha de contingência global para substituir reservas internacionais é positiva, mas ponderou que as reservas de cada país têm papel importante.

"A reserva como autosseguro dá maior possibilidade de decisão e julgamento do que reservas que são compartilhadas", disse durante evento sobre metas de inflação e câmbio flutuante.

Ao mencionar o custo de manutenção das reservas internacionais, Meirelles citou que "não há almoço grátis" mas o resultado líquido da formação desse colchão é positivo.

Nas discussões sobre a pior crise financeira em décadas envolvendo os países do G20 e o Fundo Monetário Internacional (FMI), alguns economistas levantaram a possibilidade de um sistema de empréstimos globais --de modo a evitar a acumulação mais forte de reservas, como a feita por países emergentes recentemente.

Meirelles citou a questão do autosseguro como um complemento da política de metas de inflação e câmbio flutuante, dois dos principais pilares da política econômica do país.

No evento, o presidente do BC destacou que a adoção de meta inflacionária se mostra extremamente adequada para o país, principalmente para a coordenação das expectativas.

"Mas não resolve todo o problema", acrescentou Meirelles, citando justamente a importância das reservas internacionais.

Fonte: Reuters

 

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