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UNE quer que metade dos recursos do pré-sal seja aplicada em educação

O novo presidente da instituição atribui os resultados da avaliação do ensino superior a uma visão de ensino que dá prioridade ao lucro
por Daniel Mello publicado 11/09/2009 14h44, última modificação 11/09/2009 14h45
O novo presidente da instituição atribui os resultados da avaliação do ensino superior a uma visão de ensino que dá prioridade ao lucro

Plataforma da Petrobras (Agência Petrobras/ divulgação)

São Paulo - A destinação da metade dos recursos provenientes da extração do petróleo da camada pré-sal para a educação é uma das principais bandeiras da nova diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo o novo presidente da entidade, Augusto Chagas, o tema surgiu com muita força nas últimos debates entre os estudantes. “Com certeza, [a educação] é a política pública que mais tem condições de superar desigualdades, de ajudar a construir uma sociedade mais igualitária. Por isso, nós achamos muito justo que 50% desses recursos sejam aplicados em educação”, disse Chagas em entrevista à Agência Brasil durante a cerimônia de posse.

A regulamentação da meia-entrada para estudantes em eventos culturais é outra prioridade da UNE. Para Chagas, “da maneira como está hoje, a meia-entrada é um direito que foi atacado”.

O novo presidente da instituição comentou ainda os resultados da avaliação do ensino superior, divulgados pelo Ministério da Educação na semana passada. De acordo com os dados, um em cada três cursos teve nota insatisfatória no Conceito Preliminar de Curso (CPC). Augusto Chagas atribui os resultados a uma visão de ensino que dá prioridade ao lucro, uma vez que o mau desempenho se concentra no ensino particular.

“A falta de regulamentação desse setor [educação] tem permitido universidades e cursos com tão pouca qualidade. Essas instituições estão muito a serviço do lucro dos seus proprietários e pouco compromisso com a qualidade”, considerou. Entre os cursos que obtiveram notas ruins no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) - um dos critérios que compõem o CPC - 74% eram privados.

Fonte: Agência Brasil



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