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Sindicalistas podem ajudar a encontrar saídas para a crise, afirma Lula

Presidente disse em Genebra que quando um trabalhador está bem, ele acha que não precisa se sindicalizar, mas é exatamente neste momento que é preciso pressionar os governos
por Paula Laboissière publicado 15/06/2009 10h35, última modificação 15/06/2009 10h40
Presidente disse em Genebra que quando um trabalhador está bem, ele acha que não precisa se sindicalizar, mas é exatamente neste momento que é preciso pressionar os governos

Presidente Lula discursa no encontro da OIT em Genebra. (Foto: Reuters/Pascal Lauener)

Genebra (Suíça) - Ao participar de encontro de líderes na 98ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que o momento atual de crise financeira é “delicado”, mas também “muito precioso”.

Lula disse que o mundo precisa de novas alternativas para reduzir os reflexos da instabilidade econômica. “É preciso aprender em vez de chorar e refletir em vez de xingar.” O presidente falou que os representantes dos trabalhadores podem contribuir na busca de saídas para a crise financeira internacional.

“Temos que aproveitar o momento. Não é esquecer a crise, mas, a partir dela, descobrir o que podemos fazer de novo. A presença de vocês dá força para produzir temas”, disse.

Lula reafirmou que a crise pode ser uma oportunidade para que muitos países melhorem seu desempenho e acrescentou que é “mais seguro fazer as coisas quando mais gente está de acordo”.

“Quando um trabalhador está bem, ele acha que não precisa se sindicalizar, mas é exatamente neste momento que temos que pressionar os governos.”

Lula criticou a atuação de bancos internacionais que, segundo ele, eram “especialistas” em medir os riscos de países pobres no período que antecedeu a crise. “Eles não pararam para medir seu próprio risco e quebraram.

Durante o encontro, o presidente cobrou de empresários, governos e trabalhadores “atitude mais dura" para conter os reflexos negativos da crise.

 
Fonte: Agência Brasil

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