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PAC tem 4,3 mil km de rodovias concluídas

Sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento reuniu diferentes ministros para enaltecer ações do setor público e da Petrobras. Segundo os dados divulgados, 14% das ações já foram concluídas
por anselmomassad publicado 03/06/2009 18h24, última modificação 03/06/2009 18h39
Sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento reuniu diferentes ministros para enaltecer ações do setor público e da Petrobras. Segundo os dados divulgados, 14% das ações já foram concluídas

Trecho da BR-364, uma das obras do PAC. Mantega comemorou o impacto dos investimentos públicos sobre a economia (Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr)

O sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado nesta quarta-feira (3) aponta que 14% das obras monitoradas estão concluídas com R$ 62,9 bilhões. No total, são 2.446 ações. Outros 77% têm execução adequada, enquanto 7% exigem atenção e 2% têm situação preocupante. O Comitê Gestor do PAC avalia as obras de acordo com o seu andamento, atribuindo as cores verde, amarelo e vermelho.

O percentual de ações concluídas representa 335 empreendimentos, dos quais 133 são no setor de logística; 186, de energia; e 16 no eixo social e urbano. Entre as ações de infraestrutura de transporte, são 4,3 mil quilômetros de rodovias entregues, o que corresponde a um investimento de R$ 7,3 bilhões. Na malha ferroviária, são 356 quilômetros finalizados com R$ 1,2 bilhão. Além disso, há obras em portos, hidrovias e aeroportos.

Lançado em janeiro de 2007, o PAC tem balanços quadrimestrais. A projeção de investimentos era de R$ 503,9 bilhões divididos em infraestrutura social e urbana, logística e transporte e energia. Parte dos recursos viria do Poder Público e outra parte da iniciativa privada.

 

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Participaram do lançamento os ministros chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, dos Transportes, Alfredo Nascimento, da Defesa, Nelson Jobim, do Meio Ambiente, Carlos Minc, da Fazenda, Guido Mantega, de Minas e Energia, Edison Lobão, e do Planejamento, Paulo Bernando.

Economia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou o impacto dos investimentos públicos sobre a economia. De acordo com os dados oficias, os investimentos públicos subiram de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003 para 2,2% em 2008. A previsão para este ano é de 2,9%, dos quais 1,7 ponto percentual corresponde à Petrobras e o restante ao governo federal.

“A economia brasileira foi uma das últimas a entrar na crise e mantivemos crescimento forte até setembro do ano passado enquanto outras economias já tinham desacelerado e seremos os primeiros a sair mais rapidamente da crise", declarou. Para Mantega, a solidez da economia e o PAC levam o governo a acreditar na recuperação. “O principal impacto do PAC continua sendo o estímulo ao crescimento do investimento que estava próximo a 16% do PIB e foi para 19% em 2008. Então, um crescimento razoável da formação bruta de capital fixo, que é o investimento”

Mesmo em meio a seguidas revisões das projeções de crescimento da economia para 2009, o ministro da Fazenda ressaltou o impacto do programa. De 1998 a 2003, a evolução do PIB foi de 1,6%, contra 4,7% desde o lançamento do PAC (2007 e 2008).

Sem entraves

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou hoje (3) que licenciamento ambiental não é problema para o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Não há nada significativo do PAC parado por causa de licenciamento ambiental”. Ele acrescentou que “em matéria de licenciamento do PAC, licenciamento ambiental deixou de ser o problema”.

A falta de licenciamento ambiental não foi considerada entrave para atribuir sinal verde a algumas das obras. Foi o caso da restauração e pavimentação de um dos trechos da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), cuja previsão de conclusão é 2012.

Questionada sobre desentendimentos entre ministros, após a apresentação do balanço do PAC, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que divergências existem, mas são sanadas. Segundo ela, há grande integração entre os ministros.

Energia

Do ponto de vista energético, foram concluídos empreendimentos para a geração de 3,7 mil megawatts a partir de investimentos de R$ 8,1 bilhões. Na transmissão, 5,1 mil quilômetros de linhas demandaram R$ 3,9 bilhões. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, destacou os investimentos em combustíveis renováveis, que totalizaram R$ 7,3 bilhões na conclusão de 56 usinas.

Gasodutos no Rio de Janeiro e no Ceará também mereceram destaques. “Essas obras eram consideradas impossíveis de serem realizadas. E o que se comprova é que foram perfeitamente realizadas, e isso significa um aumento importante na segurança energética do país.”

Com informações da Agência Brasil.

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