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Governo fixa em 4,5% meta de inflação de 2011

A meta inflacionária tem como parâmetro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
por Isabel Versiani e Ana Paula Paiva publicado 30/06/2009 19h41, última modificação 30/06/2009 21h45
A meta inflacionária tem como parâmetro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou em 4,5 por cento a meta de inflação para 2011, informou nesta terça-feira o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo.

Será o sétimo ano seguido em que o Banco Central terá que perseguir este alvo na condução da política monetária. O intervalo de tolerância continua sendo de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A meta inflacionária tem como parâmetro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Analistas de mercado estimam que o IPCA ficará em 4,40 por cento este ano e em 4,32 por cento no final de 2010, segundo sondagem feita pelo próprio BC.

O CMN é composto pelo presidente do BC e pelos ministros da Fazenda e do Planejamento.

"O próximo governo vai fazer o que achar que deve fazer, ninguém pode obrigar o próximo governo a fazer nada", afirmou o ministro Paulo Bernardo a jornalistas antes da reunião do CMN, ao comentar o fato de o conselho estar fixando uma meta para o próximo governo. "Ele vai dever satisfação a seus eleitores."

O CMN também prorrogou medida que visa facilitar a compra de direitos sobre folhas de pagamento pelos bancos. O conselho prorrogou em seis meses, para 31 de dezembro, a autorização para que a aquisição das folhas de pagamento não impacte os limites prudenciais de imobilização das instituições financeiras compradoras.

O objetivo, segundo o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, foi abrir espaço para que as negociações de compras de carteira, "que se arrastaram por conta da crise, pudessem ser feitas sem problemas".

O CMN aprovou ainda duas outras resoluções que aprimoram a atuação das agências de fomento e de bancos de desenvolvimento.

As agências de fomento --há atualmente 12 em operação no país-- foram autorizadas, entre outras coisas, a realizar operações de swap para se protegerem de posições próprias. O objetivo foi facilitar o financiamento do comércio exterior.

Os bancos de desenvolvimento tiveram ampliado o espectro de garantias que podem aceitar em suas operações de crédito.

Fonte: Reuters

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