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Evento em São Paulo debate efeitos e saídas para a crise

Promovido pela Fundação Perseu Abramo e por partidos, seminário tem presença de intelectuais do Brasil e do exterior
por João Peres, da RBA publicado 19/06/2009 17h59, última modificação 19/06/2009 18h05
Promovido pela Fundação Perseu Abramo e por partidos, seminário tem presença de intelectuais do Brasil e do exterior

O sociólogo Emir Sader é um dos debatedores da manhã de sábado (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom. Agência Brasil)

Um evento neste fim de semana em São Paulo reúne intelectuais e políticos para debater a crise econômica mundial. O Seminário Internacional sobre a Crise Mundial é uma iniciativa da Fundação Perseu Abramo, do PT, do PC do B, da Fundação Maurício Grabois e da Rede IPES / Corint, da França.

A abertura, na manhã deste sábado (20), tem o título “Crise e alternativas de esquerda” e será feita pelo cientista político Emir Sader, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. O presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda, destaca em entrevista à Rede Brasil Atual que é fundamental debater o tema e apresentar um embate ideológico que “o presidente Lula tem realizado. A crise veio lá de fora, do modelo neoliberal. Não tinha sentido a gente pagar uma conta de uma coisa que nós sempre combatemos. E também há a disputa sobre o que vem depois, porque a saída da crise não é econômica”.

Ao mesmo tempo, a instituição lança o livro O abc da crise, organizado por Sérgio Sister com artigos de pensadores como Guido Mantega, Márcio Pochmann, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Luiz Gonzaga Belluzo e Paul Singer. Segundo o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, trata-se de uma obra para entender a crise sob vários aspectos e há textos apontando o esgotamento de uma fase.

Na tarde de sábado, as conversas do seminário são focadas na repercussão e no diagnóstico dos efeitos da crise econômica no âmbito internacional. Caberá ao cientista político Luís Fernandes, da PUC do Rio de Janeiro, a análise das mudanças de foco promovidas pelo governo de Barack Obama nos Estados Unidos.

Fechando o dia, entram em discussão os emergentes, com convidados internacionais tratando da situação de Rússia, Índia, África do Sul e China. “É impossível pensar qualquer saída da crise sem levar em conta esses países, porque são um pólo dinâmico. O presidente Lula reafirmou também a proposta de integração regional, tem mostrado que agora mais do que nunca é preciso ter um bloco econômico forte. A América Latina tem a maior reserva de energia do mundo”, afirma Nilmário Miranda.

É exatamente a questão latino-americana o tema de domingo (21), contando com a participação de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais. Durante a tarde, políticos de vários partidos debatem alternativas socialistas à crise.

Para o presidente da Fundação Perseu Abramo, a crise deixou claro que “as despesas sociais não são despesas, mas investimentos. Por que o Brasil não entrou em uma grande recessão? 65% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) é mercado interno. Até o que era negativo revelou-se positivo, que era uma insatisfação generalizada com a taxa de juros. Agora, tornou-se uma vantagem, porque pode baixar fortemente”.

O evento é gratuito e não tem inscrições prévias
Local: Hotel Braston – Rua Martins Fontes, 330 – Centro – São Paulo
Informações: 3243.1377 / 3337.1578
Confira aqui a programação completa.

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