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Haddad quer incluir direitos humanos no treinamento da Guarda Municipal

Na troca de comando da GCM, prefeito e secretário de Segurança falam em mudança de mentalidade e em priorizar atendimento comunitário
por raimundo publicado 30/01/2013 14h16, última modificação 30/01/2013 15h49
Na troca de comando da GCM, prefeito e secretário de Segurança falam em mudança de mentalidade e em priorizar atendimento comunitário

Formação de integrantes da GCM durante troca de comando da corporação (Foto: Photo Press/Folhapress)

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou hoje (30) durante cerimônia de troca de comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que é preciso repensar sua atuação e retomar o papel de segurança comunitária.

“Que cada cidadão sinta na presença da guarda um elemento de pacificação, de sensação de segurança e de pertencimento a uma comunidade. É este traço que nós queremos reforçar e prestigiar”, afirmou o prefeito.

Haddad nomeou para o comando da Guarda Eduardo de Siqueira Bias, ex-inspetor geral da corporação, que  substitui o coronel Joel Malta de Sá. A prefeitura também trocou o coordenador do Centro de Formação em Segurança Urbana, responsável pelo treinamento do guardas. Nesse caso, tirou um coronel e colocou um educador. 

A assessoria de imprensa da GCM informou que, a partir de agora, haverá ampliação da grade curricular dos cursos de formação, incluindo matérias sobre direitos humanos.

Um dos principais motivos para as mudanças foi a agressão ao skatista Willian Matheus na praça Roosevelt, centro da cidade, cometida pelo guarda civil Luciano Medeiros no dia 4 de janeiro.

Medeiros estava a paisana no momento da agressão. Ele e o também guarda civil Elias dos Anjos Prestes foram suspensos por quatro meses e o caso está sendo investigado em um processo administrativo da GCM.

Na cerimônia, o secretário de Segurança Urbana, Roberto Porto, afirmou que a GCM se distanciou da população nos últimos anos. “Nós estamos voltando a Guarda para o papel primordial dela, que é de guarda comunitária. Isso passa por uma mudança de mentalidade”, disse.

Segundo Porto, a GCM tem de ocupar espaços públicos como os parques, praças, escolas e hospitais municipais, por exemplo. De acordo com o secretário, a GCM não vai abandonar o policiamento ostensivo, mas a prioridade será a segurança comunitária. “No Parque do Ibirapuera, por exemplo, o usuário não nota a presença da GCM”, disse.

O novo comandante-geral, Siqueira Bias, afirmou que o aperfeiçoamento da corporação deve ser gradativo. As primeiras ações, por orientação do prefeito, são o reforço da presença no Parque do Ibirapuera e o deslocamento de efetivo para áreas de escolas municipais.