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Haddad anuncia medidas para prevenir desastres com chuvas em São Paulo

Em seu primeiro dia como mandatário da cidade, prefeito apresenta pacote antienchentes e deslizamentos.
por gisele publicado 02/01/2013 20h06, última modificação 03/01/2013 10h07
Em seu primeiro dia como mandatário da cidade, prefeito apresenta pacote antienchentes e deslizamentos.

Alagamento no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo (Foto: Arquivo/RBA)

São Paulo – No primeiro dia de governo o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou medidas para prevenir danos causados por enchentes, alagamentos e deslizamentos na cidade. “A prefeitura tem, sempre teve, um plano de contingência para esse período, mas nós entendemos que deveríamos aperfeiçoar o marco regulatório e as ações coordenadas para que, no curto espaço que nós temos, algumas providências adicionais possam dar mais segurança para a população”, disse à imprensa na tarde de hoje (2).

Haddad afirmou que vai consultar o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para que seja retomada a discussão sobre uma medida proposta há pelo menos 18 meses pelo próprio Instituto: o aumento do contingente de geólogos durante o período das chuvas para que façam fiscalização diária em 93 áreas com maior risco de deslizamento. Segundo Haddad, a medida custaria R$ 400 mil por temporada, o que o prefeito considera baixo para uma prefeitura do porte de São Paulo, mas que tem grande impacto na redução de riscos.

O trabalho desses técnicos seria complementado com a ajuda de pessoas de comunidades treinadas para identificar sinais de deslizamentos. Atualmente, 193 cidadãos exercem essa função, mas, de acordo com o prefeito, o ideal seriam 417, uma para cada área de risco da cidade.

Haddad também anunciou mudanças no esquema de limpeza de bocas de lobos e ramais de escoamento de água. Atualmente, elas são de responsabilidade da secretária de obras e subprefeituras, respectivamente. O objetivo é coordenar os trabalhos para que não haja “retrabalho e seja mais eficaz a limpeza da cidade”. A medida terá ênfase em 132 pontos de maior reincidência de alagamentos e sub-bacias de maior risco no município. Nessas regiões, a periodicidade da limpeza diminuirá de 60 dias para 15 dias.

Também visando a melhorar a eficiência de gestão, o Centro de Gerenciamento de Emergências deixa de estar sob o comando da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obra e passa para a Defesa Civil, que redistribuirá o contingente de técnicos pelas subprefeituras.

O prefeito também prometeu aumentar a capacidade dos ecopontos e estudar junto às concessionárias de lixo formas de instalar contêineres de recolhimento para a captação de lixo em regiões como Santa Ifigênia, Pari, Brás e Bom Retiro e 25 de março. “O lixo [ nessas regiões] muitas vezes é depositado nas calçadas e nas ruas à espera dos catadores e, muitas vezes, quando as chuvas caem, não há tempo suficiente para as empresas coletarem esse lixo ou de os catadores coletarem para a reciclagem”, disse Haddad. Para o prefeito, essa medida, além de prevenir o entupimento de bocas de lobo, aumenta a capacidade de aferição na fiscalização de grandes produtores.

 

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