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Mães fazem 'mamaço' em Santo André pelo direito de amamentar sem impedimento

Jovem diz que foi impedida de amamentar seu filho de um mês por dois seguranças do Terminal Vila Luzita, que teriam ameaçado chamar a polícia alegando atentado ao pudor
por Redação RBA publicado 13/07/2018 10h31
Jovem diz que foi impedida de amamentar seu filho de um mês por dois seguranças do Terminal Vila Luzita, que teriam ameaçado chamar a polícia alegando atentado ao pudor
reprodução/TVT
mamaço

Aleitamento materno é um direito, e quem tentar impedir está sujeito a multa de R$ 510

São Paulo – Um grupo de mães realizou um "mamaço" nesta quinta-feira (12), no Terminal Vila Luzita, em Santo André, no ABC Paulista, para protestar contra a ação de seguranças do local, que impediram Thaís Santina, de 21 anos, de amamentar seu filho dois dias antes. Centenas de mulheres alimentaram seus filhos em público para conscientizar a população de que amamentar é um direito, e não um atentado ao pudor, como alegaram os funcionários do terminal.

A consultora em amamentação Janaina Santina, irmã de Thaís, relata
que o objetivo do “mamaço” era conscientizar as mães sobre a importância da amamentação, e do direito de amamentar sem serem importunadas. "Serve como um alerta. Todas as mulheres que passam por isso merecem esse apoio e acolhimento", afirmou ela à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

A diretora do Instituto Sonho Materno, Cristiane Vanni, foi uma das organizadoras do protesto, e destaca que as mulheres na fase da amamentação precisam de apoio, e não de repressão. "Amamentar traz inúmeros benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê. A gente está aqui para repudiar e 'botar para quebrar', porque isso não está certo. Que isso traga bons ventos para nós", afirma Cristiane.

Durante o ato, os participantes entregaram aos passageiros do terminal um panfleto explicativo sobre a Lei 16.407/15, que trata do direito ao aleitamento materno. Quem impedir a amamentação pode ser multado em R$ 510.

Em Nota, a Suzantur, empresa que administra o terminal rodoviário, informou que, após uma varredura nas câmeras de segurança, nada foi encontrado sobre o caso, e que por isso registrou um boletim de ocorrência para a elucidação dos fatos. Entretanto, a empresa diz que repudia qualquer atitude de cerceamento do direito à livre amamentação.

Assista à reportagem do Seu Jornal da TVT