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Exploração ilegal

Entidades lançam campanha no Dia Mundial contra o Trabalho Infantil

Intitulada "Piores Formas: Não proteger a infância é condenar o futuro", campanha pretende chamar a atenção sobre exploração que atinge mais 1 milhão de crianças e adolescentes só no Brasil
por Redação RBA publicado 12/06/2018 14h00
Intitulada "Piores Formas: Não proteger a infância é condenar o futuro", campanha pretende chamar a atenção sobre exploração que atinge mais 1 milhão de crianças e adolescentes só no Brasil
Arquivo Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Realidade do Trabalho Infantil no Brasil

Pobreza, falta de esclarecimento, são alguns dos motivos que levam 1 milhão de crianças e adolescentes ao trabalho infantil

São Paulo – O Dia Mundial contra o Trabalho Infantil é celebrado hoje (12), mas, no Brasil, a data não vem acompanhada de grandes comemorações. O país, que tem como meta erradicar esse tipo de trabalho até 2025, ainda apresenta mais de 1 milhão de crianças e adolescentes em condições de exploração.

Os dados que confirmam essa realidade fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), divulgada em 2017. Com intuito de trazer mais informações sobre a questão, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil lança nesta terça-feira, no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, a campanha "Piores Formas: Não proteger a infância é condenar o futuro", uma referência às mais degradantes formas de trabalho infantil, entre elas a escravidão, o tráfico de drogas e a exploração sexual.

A auditora-fiscal do Trabalho e coordenadora do projeto de combate ao trabalho infantil no Rio de Janeiro, Fátima Chama, ressalta em entrevista concedida à repórter Ana Rosa Carrara da Rádio Brasil Atual, que a erradicação da exploração de crianças e adolescentes passa também pelo desenvolvimento de políticas sociais que alcancem os mais vulneráveis. "A gente precisa trabalhar em conjunto com outras políticas públicas, na verdade, o trabalho infantil é consequência da pobreza, da falta de esclarecimentos e de uma série de outros motivos."

A coordenadora também alerta para a participação de toda a sociedade civil no processo de combate ao trabalho de crianças e adolescentes. Para denunciar, é possível utilizar canais como o Conselho Tutelar, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), o Ministério Público do Trabalho, a Delegacia Regional do Trabalho, o Disque 100 e o aplicativo Proteja Brasil.

Serviço:

Lançamento nacional da campanha contra o trabalho infantil: "Piores Formas: Não proteger a infância é condenar o futuro";

Data: 12 de junho, no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro/RJ

Evento aberto ao público e gratuito