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Prefeitura promete solução definitiva em 30 dias para vítimas de prédio desabado

Anúncio foi feito pelo secretário municipal de Habitação durante reunião com comitiva de deputados federais
por Luciano Velleda, da RBA publicado 03/05/2018 16h29
Anúncio foi feito pelo secretário municipal de Habitação durante reunião com comitiva de deputados federais
Rovena Rosa/Agência Brasil
Desabamento prédio

Enquanto aguardam uma solução de moradia, vítimas seguem no Largo do Paissandu, em frente aos escombros do prédio

São Paulo – O secretário de Habitação da Prefeitura de São Paulo, Fernando Chucre, disse que em até 30 dias será oferecida uma solução de moradia definitiva para as famílias vítimas do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada da última terça-feira (1), no centro da capital paulista. O compromisso foi empenhado nesta quinta-feira (3), durante reunião com deputados federais integrantes das comissões de Desenvolvimento Urbano (CDU) e de Direitos Humanos (CDH).

“Foi uma conversa boa, construtiva”, definiu a deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), presidente da CDU, que esteve acompanhada no encontro pelos deputados federais Edmilson Rodrigues (Psol-SP), Nilto Tatto (PT-SP) e Luiza Erundina (Psol-SP). Os parlamentares cobraram o representante do governo municipal para que os movimentos sociais de moradia não sejam criminalizados, algo que vem sendo feito por parte da imprensa tradicional desde o dia seguinte à tragédia. Segundo a deputada Margarida Salomão, o secretário Chucre concordou e ainda reafirmou a importância de encontrar soluções em conjunto com os movimentos sociais.

“Achamos que a missão oficial foi bem cumprida. Vamos seguir acompanhando o processo deste que é um tema muito grave e que só recentemente, nos governos do PT, se tentou uma solução nacional”, afirmou a presidenta da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU).

Mais cedo, pela manhã, os deputados federais se reuniram com diversos movimentos de moradia numa ocupação localizada na Avenida São João, centro da cidade. No encontro, representantes dos movimentos expuseram o temor com a criminalização da qual estão sendo alvos, além da preocupação com as vistorias nas ocupações, anunciadas esta semana pela prefeitura.

De acordo com representantes da Central de Movimentos Populares (CMP), Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Frente de Luta por Moradia (FLM) e União Nacional por Moradia Popular (UNMP), o pedido é que as vistorias sejam feitas para qualificar os prédios ocupados.

“A ocupação que conhecemos na Avenida São João é uma experiência exemplar, um espaço limpo, organizado, uma experiência admirável. Há movimentos muito sérios que fazem a luta por moradia”, reconheceu a deputada federal Margarida Salomão.