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Rio de Janeiro

Documentário 'Nossos Mortos Têm Voz' relembra vítimas do Estado

Na pré-estreia do filme, no Cine Odeon, assentos foram simbolicamente reservados às vítimas da violência policial
por Redação RBA publicado 29/03/2018 13h31, última modificação 29/03/2018 14h24
Na pré-estreia do filme, no Cine Odeon, assentos foram simbolicamente reservados às vítimas da violência policial
Reprodução
Nossos Mortos

Pré-estreia do documentário marcou os 13 anos de chacina que vitimou 29 pessoas na Baixada Santista

São Paulo – O documentário Nossos Mortos Têm Voz, que traz relatos de familiares de mortos por agentes do Estado na Baixada Fluminense, teve sessão especial na terça-feira (27), no tradicional Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro, e reuniu, além dos familiares, ativistas de direitos humanos e pesquisadores. Na pré-estreia, que também marcou os 13 anos de chacina em que 29 pessoas foram mortas por policiais, os assentos foram simbolicamente reservados para as vítimas do Estado, em sua maioria, jovens negros e pobres. Em meio à intervenção militar no Rio, os parentes cobraram punição aos envolvidos.

O diretor do filme, Fernando Sousa, destacou longa histórico de articulação entre grupos de extermínio e agentes de Estado, que transformou o assassinato em "mercadoria política". "O que a gente busca é chamar a atenção para essa realidade de violência de Estado na baixada fluminense, em que há uma articulação complexa dessas redes criminosas com diferentes órgãos", afirmou à repórter Vanessa Nascimento, para o Seu Jornal, da TVT

Mãe de uma das vítimas da violência perpetrada pelo Estado, Marizete Rangel diz que essa é uma dor que não cessa. "É normal os filhos enterrarem os pais, não os pais enterrarem os filhos. Os assassinos estão soltos até hoje. Quem está presa sou eu, e a minha família, presos nessa dor."

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT: