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Ocupação Povo Sem Medo conquista novo acordo e prazo de 120 dias

Segundo o MTST, acordo representa derrota para "quem apostava na violência", fazendo referência ao prefeito tucano de São Bernardo, que defendia a desocupação imediata das 8 mil famílias
por Redação RBA publicado 12/12/2017 10h07, última modificação 12/12/2017 12h07
Segundo o MTST, acordo representa derrota para "quem apostava na violência", fazendo referência ao prefeito tucano de São Bernardo, que defendia a desocupação imediata das 8 mil famílias
Reprodução/TVT
MTST

Integrantes do MTST acompanharam a reunião que garantiu mais quatro meses para a ocupação na região do ABC

São Paulo –  O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se comprometeu a sair pacificamente em 120 dias do terreno de 78 mil metros quadrados da Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (11), em reunião do Grupo de Apoio às Ordens de Reintegração de Posse (Gaorp) – formado por representantes do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e das administrações municipal, estadual e federal – que tem a função de negociar e encontrar soluções extrajudiciais para os conflitos. 

Nesse período, além do cadastro das cerca de 8 mil famílias da ocupação nos programas habitacionais do governo estadual, o movimento espera a conclusão das negociações para uma solução habitacional definitiva. Na última quinta-feira (6), o MTST ocupou a sede da Secretaria estadual de Habitação de São Paulo, no centro da cidade, para pressionar por um compromisso. 

"Da parte do MTST, achamos o resultado razoável – ajudamos a construir o resultado, inclusive –, e tem a convicção de que nesses 120 dias vai se chegar a uma solução negociada de moradia para aquelas famílias”, afirmou o coordenador nacional do movimento, Guilherme Boulos, ao repórter Jô Miyagui, para o Seu Jornal, da TVT

Em nota, o MTST destacou o acordo, apesar de "postura irresponsável" do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), que defendia o despejo imediato das famílias. "Quem apostava na violência sofreu hoje uma derrota."

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