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Mais de 100 mil em São Paulo pedem diretas já e enaltecem a importância das ruas

"É algo extraordinariamente interessante sobre a consciência do que significa votar", afirma Osmar Prado. "Muita gente acredita que é possível mandar governo Temer para o arquivo morto da história", diz Erundina
por Redação RBA publicado 04/06/2017 19h26, última modificação 05/06/2017 12h48
"É algo extraordinariamente interessante sobre a consciência do que significa votar", afirma Osmar Prado. "Muita gente acredita que é possível mandar governo Temer para o arquivo morto da história", diz Erundina
Todas as fotos por Coletivo Diretas Já
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O músico Mano Brown encerrou o ato em São Paulo

São Paulo – Mais de 100 mil pessoas compareceram ao ato SP pelas Diretas Já, no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista. Convocada por artistas, ativistas da mídia independente e apoiada por movimentos sociais, a manifestação reuniu em um mesmo palco debate político, cidadania, música e poesia. Foram cerca de sete horas de shows. com presenças de importantes nomes do cenário cultural brasileiro, como o músico Mano Brown, que encerrou a noite, os rappers Criolo e Rael, a atriz e poeta Elisa Lucinda, entre outros.

Os artistas que passaram pelo palco defenderam as pautas centrais: queda do presidente Michel Temer (PMDB) e convocação de eleições diretas. Também não faltaram críticas à agenda política de Temer, com suas propostas de reformas, como a trabalhista e da Previdência, que de acordo com os presentes "atacam direitos" e representam um retrocesso na cidadania brasileira.

"O que está acontecendo agora é algo extraordinariamente interessante em um sentido de consciência ampliada do que significa votar e o que significa neste momento pedir por diretas já. Estamos falando da verdadeira reforma política no Brasil", disse o ator Osmar Prado. "O ato de hoje representa o quanto há uma insatisfação. Neste sentido os artistas podem colaborar falando, cantando e usando sua imagem à favor daquilo que eles acreditam", ressaltou a atriz Mel Lisboa.

Mano Brown disse que a participação de artistas populares tem um peso importante no movimento pela democratização. "Os artistas têm acesso ao povo. Às vezes o artista comunica muito mais do que os políticos através da música. A classe artística tem muito tempo que está envolvida na política."

"Muita juventude, muita gente bonita, muita gente acreditando que na ruas é possível mandar o governo Temer para onde ele deve ir: o arquivo morto da história", disse a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP). Ela estava na praça, junto com os demais manifestantes que querem a volta da democracia e do direito de decidir. Ali no chão da praça também estavam outros políticos como os vereadores paulistanos Eduardo Suplicy (PT) e Sâmia Bonfim (Psol), os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) e Ivan Valente (Psol-SP) e o deputado estadual Carlos Giannazi (Psol).

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