Você está aqui: Página Inicial / Cidadania / 2017 / 06 / Diretas Já reuniu 40 mil em Belo Horizonte, segundo organizadores

Povo nas ruas

Diretas Já reuniu 40 mil em Belo Horizonte, segundo organizadores

Outras manifestações já aconteceram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre
por Redação RBA publicado 17/06/2017 14h21, última modificação 19/06/2017 10h17
Outras manifestações já aconteceram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre
Diretas Já
Diretas Já

Fernanda Takai, vocalista do grupo Pato Fu, em ato-evento pelas Diretas Já em Belo Horizonte

São Paulo – Na noite desta sexta-feira (16), milhares de pessoas se reuniram na Praça da Estação, região central de Belo Horizonte, para pedir a saída de Michel Temer e Diretas Já para a escolha de um novo presidente.

O ato foi organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e pela União Nacional dos Estudantes (Une). Outras manifestações já aconteceram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. Segundo organizadores, 40 mil pessoas estiveram no ato-evento. Entre os artistas presentes no evento estavam Fernanda Takai, vocalista do grupo Pato Fu, e nomes como Chico Amaral, Juarez Moreira, Érika  Machado, Titane, Sérgio Pererê, Afonsinho, Aline Calixto, Maurício Tizumba, entre outros.

Em discurso durante a manifestação, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, ressaltou que a eventual queda de Temer, no atual cenário, não é suficiente. "O Fora Temer só não basta. Porque tem gente que está até aceitando tirar o Temer, mas para o Congresso Nacional decidir quem vai ser o presidente do Brasil. A gente não aceita. Nós temos hoje, com algumas honradas exceções, o Congresso mais desmoralizado e sem autoridade da história desse país. Não tem condição de aprovar nada, quanto mais eleger quem vai ser o presidente do Brasil."

Boulos alertou ainda para a necessidade de se manter a mobilização contra as reformas que tramitam no Congresso Nacional. "As Diretas precisam ser uma bandeira nossa que venha junto com os direitos. É Diretas e barrar a reforma da Previdência; é Diretas e barrar a reforma trabalhista, essa é a agenda que a gente tem que garantir, e é só na rua que vamos conseguir transformar isso em realidade."

Também presente no evento, o ex-ministro Ciro Gomes também chamou as pessoas a participarem das manifestações. "A tragédia que se abate sobre o povo brasileiro na democracia, na economia, no drama social de 14,3 milhões de desempregados, 10 milhões de brasileiros empurrados para a informalidade, reprimidos, e desorganizando a vida, encontram na política nesse momento o vexame, a roubalheira e a impunidade. Só com um milagre é possível mudar esse caminho de tragédia que ainda vai pesar muito sobre todos nós", disse.

"Só há um caminho e esse caminho não está na mão dos políticos nesse momento. A política precisa ser feita, mas a política nesse instante precisa, e precisa desesperadamente, que o povo brasileiro, seus trabalhadores, seus sindicatos, suas comunidades, associações, os estudantes e a juventude ocupem a rua, esquentem o protesto e digam à Brasília: chega, não aguentamos mais! Chega, nenhum direito a menos! Chega, o golpe já passou de qualquer limite! O povo brasileiro precisa mais do que nunca da sua unidade e ocupar a rua de forma quente", conclamou Ciro.