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déficit habitacional

Movimentos por moradia cobram planejamento de Doria para o setor

Ato reuniu 6 mil pessoas, que reivindicavam ao prefeito de São Paulo a destinação de terras e recursos para construção de moradia popular
por Redação RBA publicado 20/04/2017 10h26, última modificação 20/04/2017 11h14
Ato reuniu 6 mil pessoas, que reivindicavam ao prefeito de São Paulo a destinação de terras e recursos para construção de moradia popular
TVT/REPRODUÇÃO
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Manifestantes de diversos cantos da cidade pediam a regularização de terrenos em bairros da capital

São Paulo – Um ato realizado pela União dos Movimentos de Moradia, ontem (19), na Praça da República, centro da capital paulista, mostrou a indignação do povo pela falta de planejamento do prefeito João Doria (PSDB) com políticas de habitação na cidade. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Habitação, estima-se que o déficit habitacional na cidade de São Paulo é cerca de 370 mil unidades, mas a prefeitura considera possível construir menos de 7 mil unidades.

O ato reuniu manifestantes de todas as regiões da cidade e reivindicou a regularização de terrenos em vários bairros da capital. Eles também cobraram do prefeito a destinação de terras e recursos para construção de moradia popular que, segundo os movimentos sociais, vêm sendo cortados.

"São 100 dias de governo Doria em que a prefeitura deixou de apresentar propostas para habitação. As metas apresentadas são uma piada porque elas dependem de investimentos do governo estadual e federal. Como o município mais rico do país não tem um plano próprio de habitação?", critica Evaniza Rodrigues, integrante da União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, em entrevista à repórter Vanessa Nakasato, para o Seu Jornal, da TVT.

Segundo os organizadores, cerca de 6 mil pessoas participaram do ato. Elas caminharam até a prefeitura para, mais uma vez, tentar uma reunião com a gestão municipal. Os movimentos afirmam que tentam uma reunião com Doria desde o primeiro dia de sua posse para conseguir discutir as demandas e projetos em habitação popular, mas ainda não tiveram uma resposta.

"Ele não disse que não era político, mas um gestor? Agora, ele mostra que é um político dos piores possíveis, que é aquele que promete e desfaz o que diz. Tudo que é social neste governo não é prioridade, temos certeza que essa gestão não tem vontade política de trabalhar para o social", afirma Luiz Gonzaga, da Central de Movimentos Populares.

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