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'Guaranis mbya estão sem alimentos e vivem em situação vulnerável', denuncia Cimi

Conselho Indigenista Missionário diz que indígenas já tiveram as terras reconhecidas, mas ainda sofrem com tratamento desumano
por Redação RBA publicado 09/09/2016 12h07
Conselho Indigenista Missionário diz que indígenas já tiveram as terras reconhecidas, mas ainda sofrem com tratamento desumano
Cimi/Reprodução
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Famílias do povo guarani estão acampadas nas margens da BR-209; eles estão impedidos de acessarem sua terra

São Paulo – A comunidade Guarani mbya de Irapuá, no município de Caçapava do Sul-RS, que vive em um acampamento improvisado às margens da BR-290, está passando fome e sede, além de sofrer violências por fazendeiros da região. Em entrevista à Rádio Brasil Atual, hoje (9), o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Roberto Liebgott, afirma que os indígenas tiveram seu acampamento e poço artesiano destruídos, árvores frutíferas derrubadas e a escola local demolida.

Segundo o coordenador do Cimi, apesar da terra demarcada já ter sido reconhecida pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pelo Ministério da Justiça, nenhuma providência foi tomada para o assentamento das famílias dentro de sua terra.

Leia trecho da entrevista:

Em que condições vivem as famílias?

Dezenas de famílias do povo guarani estão acampadas nas margens da BR-209, apesar de eles já terem sua terra demarcada pelo governo federal, eles não têm acesso à terra. Estão impedidos por conta das pressões políticas e dos fazendeiros da região.

A violência é cotidiana?

Acontecem dois tipos de violência: uma que é a omissão do poder público, que mantém as comunidades na miséria, sem assistência. As pessoas estão passando fome, como se vivessem em um campo de refugiados; além disso, sofrem violência cotidiana e ameaças por parte dos proprietários da região.

Estão sem água inclusive.

Eles não têm nenhum tipo de infraestrutura, pois vivem em barracos precários, sem acesso a água potável e alimentação.Vivem em uma situação de vulnerabilidade extrema.

O que mais impacta é que procuramos todos os órgãos públicos, como a Secretaria Nacional de Saúde Indígena, com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e não percebemos nenhuma iniciativa de auxiliar as famílias.

Ouça:

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