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Guerra

Acampados na Fiesp agridem manifestantes. Jornalista teve dentes quebrados

Homens acampados em frente à entidade na Avenida Paulista, que portavam paus e canos, ameaçaram quem participava do protesto. A confusão durou cerca de 15 minutos, e uma jovem também foi agredida
por Redação RBA publicado 25/04/2016 12h36, última modificação 25/04/2016 16h34
Homens acampados em frente à entidade na Avenida Paulista, que portavam paus e canos, ameaçaram quem participava do protesto. A confusão durou cerca de 15 minutos, e uma jovem também foi agredida
Marcia Minillo
Pio

Pio afirmou que irá fazer um boletim de ocorrência contra o agressor

São Paulo – Um protesto que reuniu algumas centenas de pessoas a favor do mandato da presidenta Dilma Rousseff e em defesa da democracia, na Avenida Paulista, na noite de ontem (24), foi interrompido por agressões de ativistas anti-Dilma que há semanas acampam em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), presidida por Paulo Skaf. Testemunhas relatam que homens portando paus e canos ameaçaram quem participava do protesto. Um deles agrediu o jornalista Pio Redondo, que teve três dentes quebrados.

"Os caras acampados surgiram do nada, com porretes e pedaços de canos, como mostram as imagens. Ensandecidos. A gente vê e não entende tamanha virulência. Houve correria, conflito e agressões por parte deles", diz o jornalista, em depoimento no seu perfil pessoal no Facebook. "Justamente para evitar um enfrentamento grave, imprevisível (que é o que eles queriam), alguns de nós fomos fazer um cordão para afastar os manifestantes daqueles fascistas. Teria ocorrido uma tragédia ali. Quem garante que não há outro tipo de arma nas barracas?"

Segundo o relato, o tumulto durou cerca de 15 minutos e uma jovem também foi agredida. "Me aproximei do mais exaltado, que queria pegar alguém de ‘pau’, ali, ou ‘em Brasília’, que ameaçou várias vezes. Disse que não iria rolar nada, a manifestação estava saindo, ninguém iria pegar ninguém. Senti uma pancada nos dentes inferiores, enquanto discutíamos, exaltados", diz o jornalista. "Quando fui gritar pra eles – que nos chamavam de tudo que é nome – 'votem no Cunha', um dente saltou. Aí percebi a extensão da agressão."

Pio afirmou, em entrevista ao coletivo Jornalistas Livres, que irá fazer um boletim de ocorrência contra o agressor. "Pergunto, então, à Fiesp: como mantém esses ensandecidos acampados ali? E se fôssemos nós, na sua porta, com barras de ferro e porretes? Ao Alckmin: pode essa horda ficar brandindo porrete, literalmente, no meio da Paulista? Ameaçando? Agredindo? O que tem dentro das barracas?", questionou.

Midia Ninja / CC
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