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Modelo de custeio do transporte se esgotou, diz Juventude do PT

Em reunião com secretário Jilmar Tatto, ala do partido considera que estrutura de financiamento que custa R$ 8 bi à capital exige debate de alternativas; uma delas, viria de parte do imposto sobre combustíveis
por Helder Lima, da RBA publicado 19/01/2016 14:54, última modificação 19/01/2016 15:56
Em reunião com secretário Jilmar Tatto, ala do partido considera que estrutura de financiamento que custa R$ 8 bi à capital exige debate de alternativas; uma delas, viria de parte do imposto sobre combustíveis
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Vitor Marques, da Juventude do PT. Rever conceitos

São Paulo – Reunião da Juventude do PT com o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, discutiu ontem (18) as alternativas para financiamento da tarifa zero em São Paulo. O encontro se deu depois que o tema do transporte público veio à tona com o aumento do reajuste de tarifa de ônibus, trens e Metrô, de R$ 3,50 para R$ 3,80. E também depois de três manifestações realizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL) sob repressão policial.

Entre as possibilidades em discussão foram relacionados o vale-transporte direcionado ao Estado e não mais ao trabalhador – e aí seria financiado todo o seu deslocamento e não só a ida e a volta ao trabalho; o custeio por meio de impostos, socializando o transporte não com os usuários, mas com toda a população da cidade; ou ainda por meio da municipalização das Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e, nesse caso, a tarifa zero seria financiada pelo consumo de gasolina.

“A reunião foi uma oportunidade para nós avançarmos nessa discussão e deixamos claro que a posição da Juventude do PT não é só discutir tarifa. Temos clareza que o tamanho do problema é compatível com o tamanho da solução. Se temos um problema grande e grave de reajuste da tarifa, ao mesmo tempo, temos de ver que ele se dá na verdade dentro de uma estrutura de financiamento que se revela esgotada”, afirma o secretário municipal da Juventude do PT, Vitor Marques.

De acordo com a prefeitura de São Paulo, a prática da tarifa zero na cidade exigiria uma receita de R$ 8 bilhões por ano. A administração leva em conta os 6 milhões de passageiros por dia que viajam no transporte público. Atualmente, 22% dessas viagens são gratuitas a estudantes, idosos e desempregados. Os subsídios representaram R$ 1,9 bilhão em 2015, em uma conta que aumentaria para R$ 2,3 bilhões este ano, caso não houvesse o aumento de tarifa.

Na reunião, os participantes também reivindicaram a ampliação do Passe Live Estudantil para os períodos de férias e fins de semana. “Também manifestamos ao secretário que a Juventude do PT historicamente se posiciona contra qualquer reajuste”, disse Marques. “Entendemos que houve uma mudança considerável de 2013 a 2016, reconhecemos os avanços, como o Passe Livre Estudantil, a redução de idade para homens para conseguir o benefício do passe livre, e todos os avanços em qualificação dos ônibus, o transporte 24 horas, os bilhetes temporais, tudo isso nos apresentamos mas ao mesmo tempo deixamos nossa posição no sentido de nos colocarmos como atores para construir essa saída definitiva, porque senão todo janeiro, ou janeiro sim, janeiro não teremos de discutir a questão da tarifa”, afirmou.