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reivindicação

Movimentos protestam em secretarias de Saúde de São Paulo

Secretário estadual da pasta recebeu os militantes e acertou agenda mensal de reuniões para tratar do tema
por Redação RBA publicado 28/08/2014 10h57, última modificação 28/08/2014 11h00
Secretário estadual da pasta recebeu os militantes e acertou agenda mensal de reuniões para tratar do tema
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Os movimentos querem a construção de um hospital na zona sul de São Paulo

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a Periferia Ativa e o Fórum Popular de Saúde protestaram nesta quarta-feira (27), contra a má qualidade dos hospitais de São Paulo. Os movimentos realizaram quatro manifestações simultâneas, na Secretaria Estadual de Saúde e nas secretarias municipais de Embú das Artes e de Taboão da Serra. A reportagem sobre o tema foi ao ar na edição de ontem do Seu Jornal, da TVT.

O secretário estadual, David Uip, recebeu os militantes e pautas de reivindicações. Ele marcou para a próxima terça-feira (2), uma reunião com comissões de cada movimento e os secretários de saúde dos municípios paulistas de Taboão da Serra, Itapecerica e Embu das Artes. Ficou acertado que haverá encontros mensais no órgão.

Jussara Basso, da coordenação do MTST, afirma que os militantes querem a investigação sobre os investimentos do dinheiro público nas contratações dos serviços de saúde. "Outra coisa que nós queremos, também, é a construção de um hospital geral, estadual, na região de Itapecerica e Taboão", diz.

Além disso, Jussara pontua que os movimentos pedem um esclarecimento sobre a "política de portas abertas" nos hospitais estaduais. "Pois a população carente não é atendida. Atende-se mais plano privado do que a população", criticou. O MTST reivindicou também a construção de um hospital na zona sul de São Paulo.

Tiago Moraes da Silva, militante do Fórum Popular da Saúde, afirma que os movimentos estão unidos para pressionar todas as esferas do governo por soluções concretas. "A gente não vai ter falsas esperanças com nenhuma das secretarias. A gente quer pressionar porque a gente sabe que só a luta do povo, só movimento na rua, consegue vitória", ressalta.

Gildásio Souza, coordenador do Periferia Ativa, alega que a saúde está sucateada e que as populações carentes esperam seis meses para conseguir marcar uma consulta. "Tem alguns exames que demoram até dois, três anos. Nós sabemos que a saúde está racionada aqui em São Paulo, igual a água", denuncia.

Os movimentos também debateram a transferência da gestão do Hospital Universitário (HU) da Universidade de São Paulo (USP) para a Secretaria  Estadual de Saúde. “Não foi ainda definida a desvinculação com a USP. Precisa que o conselho da universidade defina isso, para então sentar com os representantes”, apontou. Também participaram do ato, servidores da USP contrários à transferência do HU para a secretaria.

A desvinculação do HU é uma proposta do reitor Marco Antonio Zago para os problemas orçamentários da universidade. “A saúde pública de qualidade passa pela boa formação dos profissionais e ela se dá através dos hospitais universitários. Achamos que essa característica pode ser prejudicada”, explicou Felipe Tomasi, membro do Comando de Greve dos Trabalhadores da USP.

Com informações da Agência Brasil

Assista a reportagem completa realizada pela TVT: