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Ditadura

Câmara de São Paulo aprova comissão da verdade; texto vai para sanção de Haddad

Prefeito deverá indicar os cinco integrantes da comissão, que terão à disposição três funcionários. Secretário de Direitos Humanos afirma que aprovação é marco para a democracia
por Redação RBA publicado 03/06/2014 20h29
Prefeito deverá indicar os cinco integrantes da comissão, que terão à disposição três funcionários. Secretário de Direitos Humanos afirma que aprovação é marco para a democracia
Gerardo Lazzari/Arquivo RBA
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Sottili recorda que 20% de mortes e desaparecimentos políticos da ditadura se deram em São Paulo

São Paulo – A Câmara Municipal de São Paulo concluiu hoje (3) a votação do projeto da prefeitura que cria a Comissão da Memória e Verdade. Na segunda fase, foram 39 votos a favor e só um contrário (do vereador Coronel Alvaro Camilo, do PSD, ex-comandante da Polícia Militar). A primeira votação ocorreu em 27 de maio. O Projeto de Lei 65, de 2014, segue agora para sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), que indicará os cinco integrantes da comissão.

Foi uma aprovada uma emenda, em acordo, que reduziu de sete para três o número de cargos a serem criados pela prefeitura, entre secretaria executiva e assessores técnicos. Outra emenda, que eliminava também esses três cargos, foi derrubada.

Para o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, a aprovação representa um marco para o país. "Não podemos nos esquecer de que cerca de 20% das mortes e dos desaparecimentos políticos da ditadura ocorreram na cidade de São Paulo e que a prefeitura colaborou com a repressão, perseguindo funcionários e tendo a chave dos cemitérios municipais", afirmou.

Segundo a secretaria, a comissão "funcionará em colaboração com as outras comissões da verdade estabelecidas no município e com a Comissão Nacional da Verdade". O colegiado terá mandato de dois anos, prorrogável por até um.