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Festa

Após reconhecimento oficial, blocos de rua de São Paulo têm recorde de participação

Nos cálculos da prefeitura, um milhão de pessoas passaram por 172 eventos ao longo de dez dias. Secretário de Cultura afirma que número de foliões na capital superou participação registrada em Salvador
por Gisele Brito, da RBA publicado 07/03/2014 14h16
Nos cálculos da prefeitura, um milhão de pessoas passaram por 172 eventos ao longo de dez dias. Secretário de Cultura afirma que número de foliões na capital superou participação registrada em Salvador
Daniel Guimarães/Folhapress
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São Paulo – A prefeitura de São Paulo divulgou hoje (7) a informação de que o número de blocos de rua no carnaval de 2014 foi recorde. Ao todo, 172 blocos que reuniram mais de um milhão de pessoas ao longo de dez dias, de acordo com balanço divulgado esta manhã na sede da administração municipal.

É a primeira vez que o carnaval de rua é autorizado pela prefeitura, que pretende aproveitar os dados do cadastro para dimensionar o tamanho da folia na capital e oferecer melhores serviços. “São Paulo entrou de fato na constelação brasileira que celebra o carnaval” , afirmou o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, durante entrevista coletiva.

Com os dados do cadastro, Juca afirmou que o carnaval em São Paulo dura mais dias que o de Salvador, apesar de suas características, de certa fragmentação, sem um circuito oficial, serem mais próximas às da festa de rua carioca. “Nós não inventamos o carnaval de rua de São Paulo. Na verdade ele era um misto de ilegal e permitido. De vez em quando, a polícia aparecia. Demos um passo adiante reconhecendo o direito da população de celebrar a festa mais popular do Brasil.”

Apesar da presença nas ruas, os foliões reclamaram da falta de banheiros químicos. Motoristas e usuários de transporte público se queixaram dos problemas relacionados com o trânsito, e moradores da Vila Madalena, na zona oeste da cidade, se denunciaram vandalismo em praças. Os problemas, porém, foram considerados pontuais pela prefeitura, e estariam relacionados principalmente com blocos que não se cadastraram ou fizeram isso tardiamente.

Para o ano que vem, a ideia é antecipar os preparativos para a festa nas ruas. Juca irá propor que em outubro toda a programação esteja definida, o que incluí um caderno de encargos para blocos patrocinados. Além disso, a gestão pretende ser mais rígida em relação ao cumprimentos das regras de ocupação de espaço público, aplicando multas aos blocos que descumprirem as regras estabelecidas.

Para o vice-presidente da SPTuris, Ítalo Cardoso, a festa “pacificou a cidade”, já que não foram registrados confrontos com a polícia, ainda que mais pessoas tenham saído às ruas do que em manifestações. Cardoso também afirmou que mais pessoas assistiram no sambódromo do Anhembi aos dois dias de desfile das escolas de samba, cujo investimento da prefeitura chegou a R$ 36 milhões. “O movimento dos blocos desencadeado pela secretária de Cultura e pela prefeitura vai quebrar um número que incomoda, o título de ser o carnaval com maior audiência de TV. Isso significa que o povo ainda está dentro de casa. Daqui para frente São Paulo vai trabalhar para perder esse título", brincou. 

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