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MST faz protesto com 20 mil contra o STF. Dilma recebe militantes nesta quinta

Manifestantes carregavam faixas que cobravam o julgamento do mensalão tucano. Pouco antes de tumulto entregaram carta-manifesto ao ministro Gilberto Carvalho exigindo reforma agrária
por Redação publicado 12/02/2014 19h26, última modificação 12/02/2014 19h54
Manifestantes carregavam faixas que cobravam o julgamento do mensalão tucano. Pouco antes de tumulto entregaram carta-manifesto ao ministro Gilberto Carvalho exigindo reforma agrária
Fabio Rodrigues Pozzebom/abr
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Manifestantes estão em Brasília participando do 6º congresso nacional do movimento

Brasília – Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fizeram manifestação hoje (12), na Praça dos Três Poderes. Eles derrubaram as grades laterais do Congresso Nacional, onde fica o Supremo Tribunal Federal (STF), e avançaram em direção ao prédio. Depois do tumulto, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que receberá representantes do movimento na manhã desta quinta-feira (13).

Cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto, de acordo com a polícia. Carregavam faixas com críticas à atuação do Poder Judiciário, como "STF, refém da Rede Globo". Também cobravam o julgamento do mensalão tucano e de casos de assassinatos de camponeses. Também criticavam o julgamento do mensalão, considerado por eles "de exceção": Uma outra faixa dizia: "Crime é condenar sem provas".

A tentativa de invasão do prédio aconteceu no momento em que os ministros do STF estavam reunidos no plenário da Corte. A sessão, presidida pelo vice-presidente, Ricardo Lewandowski, foi interrompida. “Fui informado agora pela segurança que o tribunal corre o risco de ser invadido. Vamos fazer um intervalo na sessão”, disse. A sessão foi retomada após 50 minutos.

A Polícia Militar (PM) reagiu à tentativa de invasão e houve confronto. Pelo menos um trabalhador sem-terra foi agredido e outro foi preso por agredir um PM. O MST reagiu jogando pedaços de paus e pedras e policiais responderam com bombas de gás.

Manifesto

Cerca de meia hora antes do tumulto, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, desceu do Palácio do Planalto para receber uma carta-manifesto pela reforma agrária que foi entregue por lideranças do MST. Carvalho avaliou como normal e válida a manifestação. Ele disse que não houve nenhum ato violento relevante.

Segundo o primeiro-tenente da PM, Mikhail Muniz, 12 policiais ficaram feridos no confronto e foram encaminhados para atendimento médico.

O protesto é uma marcha com o objetivo de cobrar mais rapidez na reforma agrária no Brasil. Os manifestantes entoavam gritos e exibiam cartazes, com mensagens como "Dilma, cadê a reforma agrária?", "Exigimos uma reforma política" e "Dilma, se liberte do agronegócio". A presidenta Dilma Rousseff não está no Planalto e cumpre agenda nesta tarde no Palácio do Alvorada.

6º congresso

Os manifestantes estão em Brasília para participar do 6º Congresso Nacional do MST, que começou segunda-feira (10) e vai até sexta (14), no ginásio Nilson Nelson, com representantes de trabalhadores de 23 estados e 250 convidados internacionais. Entre os objetivos do encontro estão um balanço da atual situação do movimento, a discussão de novas formas de luta pela terra, pela reforma agrária e por transformações sociais. Também são discutidos o papel político dos assentamentos e a participação da mulher e dos jovens no movimento.

Com informações da Agência Brasil

 

 

 

 

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