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repressão

Polícia do Rio indicia supostos integrantes do Black Bloc por 'formação de quadrilha armada'

Nomes dos indiciados, que teriam 'confessado' participação em manifestações, não foram divulgados
por Flávia Villela, da Agência Brasil publicado 04/09/2013 14h59, última modificação 04/09/2013 17h18
Nomes dos indiciados, que teriam 'confessado' participação em manifestações, não foram divulgados

Rio de Janeiro – A Polícia Civil do Rio indiciou cinco integrantes do grupo Black Bloc pelo crime de formação de quadrilha armada e incitação à violência. Os agentes prenderam três adultos e dois menores em flagrante, durante a operação que começou na madrugada de hoje (4), após a emissão de seis mandados de busca e apreensão. Os nomes os acusados não foram revelados. Foram encontrados uma faca e um artefato com pregos na ponta, conhecido pela polícia como jacaré ou ouriço.

A chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, explicou que os presos admitiram ter participado das manifestações, e que administravam a página do Black Bloc nas redes sociais, onde outros membros eram convocados a manufaturar, cada um, dez jacarés. “Então, na verdade, se multiplicaria esse instrumento típico de ladrões de carga. A finalidade dele é ferir [uma pessoa] ou parar um veículo”, comentou ela. “O crime de quadrilha armada é inafiançável. Eles sairão da Polícia Civil presos em flagrante”, completou a delegada. Todos os presos pertencem a famílias de classe média.

O sexto mandado de busca e apreensão não foi feito, pois o dono da casa está na Bolívia. Um dos três maiores de idade presos foi autuado por crime de pedofilia, pois foram encontrados fotos e vídeos adultos com menores de idade.

A delegada disse que a investigação continua, e corre sob Segredo de Justiça. “O flagrante será encaminhado ao Poder Judiciário e no decorrer da semana a polícia vai analisar o material apreendido hoje. Essa investigação, que hoje chegou aos administradores [da página do  Black Bloc no Facebook], sofrerá ramificações e continuaremos a investigar essas pessoas”, explicou Martha Rocha.