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Direitos humanos

Sindicato rebate crítica de defensor público a revistas em presídios

Segundo entidade, agentes penintenciários 'não torturam ninguém'. E acrescenta que 'é preciso cobrar soluções do governo, e não dos funcionários'
por Redação RBA publicado 07/08/2013 19h10, última modificação 07/08/2013 19h39
Segundo entidade, agentes penintenciários 'não torturam ninguém'. E acrescenta que 'é preciso cobrar soluções do governo, e não dos funcionários'

São Paulo – Em nota divulgada ontem (6), o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) rebate as declarações do defensor público Bruno Shimizu à RBA, na matéria Defensoria Pública orienta sobre revista degradante em presídios de São Paulo, publicada no domingo (4).

Segundo o sindicato, Shimizu "desrespeita" servidores públicos que não recebem investimento por parte do estado nem reconhecimento da sociedade, mas que "cumprem cotidianamente a difícil missão que lhes cabe: manter a ordem e a segurança dentro de unidades prisionais hiperlotadas".

A nota afirma que “as agentes de segurança penitenciária não torturam ninguém, muito menos visitantes” e que, no caso em questão, as profissionais da Secretaria de Administração Penitenciária do governo de São Paulo “realizam revistas como determina a lei para a sua função”.

A entidade declara que “o Estado não investe em tecnologia para que a revista seja mais eficiente para o serviço público e menos constrangedora para ambas as partes” (revistados e revistadores). "O Sifuspesp cobra esses investimentos. Será muito bem-vinda a colaboração de outras entidades sociais que se preocupam com o tema, no sentido de nos ajudar nessa  cobrança."

Bruno Shimizu afirma, na reportagem, que as revistas a que os visitantes dos presidiários são submetidos são algo "grotesco, e utilizado pelo estado para diminuir o número de visitas". Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Assembleia Legislativa de São Paulo, as revistas são “um resquício da ditadura”.

A Defensoria Pública de São Paulo começa esta semana a divulgar uma cartilha para orientar os parentes dos presos sobre o tema. “Não temos nada contra a publicação e divulgação de uma cartilha para os visitantes dos presos do sistema prisional. Quanto mais informações tiverem”, diz o sindicato na nota. “A nossa contrariedade em relação às declarações se dá na culpabilidade imposta ao servidor."

Leia a íntegra da nota do Sifuspesp.