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Transporte Público

São Paulo terá faixa exclusiva de ônibus em todas as grandes avenidas

Expectativa é que Haddad entregue 220 quilômetros de faixas exclusivas até o final do ano, sendo que 60 já foram implementados, totalizando 350 quilômetros de vias exclusivas
por Redação RBA publicado 01/07/2013 14h55, última modificação 01/07/2013 16h13
Expectativa é que Haddad entregue 220 quilômetros de faixas exclusivas até o final do ano, sendo que 60 já foram implementados, totalizando 350 quilômetros de vias exclusivas
Caio Guatelli/Folhapress
trânsito sp

Corredores e faixas exclusivas podem resolver lentidão do transporte coletivo na capital paulista

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, prometeu que em todas as grandes avenidas da capital paulista, que tenham pelo menos três faixas de rolagem, haverá segregação de uma faixa para a circulação exclusiva de ônibus. A expectativa é que a gestão entregue 220 quilômetros de faixas exclusivas até o final do ano, sendo que 60 já foram implementados, totalizando 350 quilômetros de vias exclusivas. A declaração foi dada em entrevista coletiva na manhã de hoje (1º), após o prefeito realizar uma vistoria técnica na Marginal Pinheiros, na zona sul, para instalação de uma faixa restrita.

O primeiro trecho da faixa exclusiva aberto hoje terá 7,8 quilômetros. No sentido Interlagos da Marginal Pinheiros, a faixa funcionará entre a rua Professor Leme da Fonseca e a Avenida Interlagos, com extensão de 3,6 quilômetros. No sentido da rodovia Castelo Branco terá 4,2 quilômetros, entre as avenidas Interlagos e Mário Lopes Leão. A exclusividade dos ônibus na nova faixa valerá de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h, em ambos os sentidos. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), neste trecho circulam 38 linhas de ônibus que transportam 393 mil passageiros por dia.

A ação faz parte da Operação Dá Licença para o Ônibus, que tem destinado vias e faixas segregadas para o transporte coletivo em horários específicos, e pretende implementar, até o dia 15 deste mês, 21 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus: 11,6 no sentido Castelo Branco e 9,4 no sentido Interlagos.

Haddad afirmou que “não é justo que o transporte coletivo, que leva dois terços dos trabalhadores, não tenha pelo menos um terço das faixas disponíveis”. Segundo ele, a única variável que a gestão pode atacar para reduzir os custos do sistema de transportes é a velocidade dos ônibus. “O transporte já é caro pelas distâncias da cidade. Também pagamos um dos mais altos salários do país para os condutores. Nisso não podemos mexer. Então temos de investir em velocidade, o que melhora a qualidade e reduz o custo”, avalia.

Para o prefeito, a demora dos coletivos causa o excesso de lotação, pois as pessoas não querem esperar o próximo sem saber quanto tempo vai levar, além de aumentar o consumo de combustível e de manutenção dos veículos. "A velocidade é a chave. Os números preliminares dão conta de que as pessoas podem economizar de 30 a 50 minutos por trecho”, afirmou Haddad.

O prefeito também afirmou que vai a Brasília amanhã (2), discutir um primeiro financiamento, de R$ 1,7 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para os corredores de ônibus licitados neste ano.

Questionado se a revogação do aumento da tarifa vai prejudicar o andamento destas obras, Haddad garantiu que a gestão impediu um maior impacto da medida. “Desde janeiro, com a revisão de contratos, nós cortamos R$ 500 milhões em gastos por ano. Na última semana, tivemos também um aporte de recursos que não estava previsto em nosso orçamento, a partir da repactuação de dívidas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de R$ 276 milhões. Com isso, neste ano, vamos conseguir honrar o prejuízo que tivemos com a redução da tarifa”, disse.