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impasse

Estudantes da Unesp tentam chegar a um acordo em nova negociação com a reitoria

Apos duas ocupações no prédio da reitoria os alunos mantêm a greve em nove campi da universidade. Valorização da educação pública e políticas de permanência estudantil estão entre as reivindicações
por Viviane Claudino, da RBA publicado 22/07/2013 08h26, última modificação 22/07/2013 08h28
Apos duas ocupações no prédio da reitoria os alunos mantêm a greve em nove campi da universidade. Valorização da educação pública e políticas de permanência estudantil estão entre as reivindicações

São Paulo – Em greve desde o final de maio, estudantes da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), tentam chegar a um acordo em nova negociação com representantes da universidade. Dessa vez o encontro será com a vice-reitora, Marilza Vieira Cunha Rudge, na tarde de hoje (22).

Desde o início das manifestações os estudantes já ocuparam duas vezes o prédio da reitoria, na região central da cidade. A primeira delas, no dia 27 de junho, durou algumas horas e os alunos deixaram o prédio mediante a promessa de diálogo. Na segunda ocupação, no dia 17, os alunos pressionavam pela apresentação de resultados nas últimas negociações e protestavam contra a postura “intransigente” da reitoria, mas foram retirados do local Tropa de Choque da Polícia Militar (PM), que cumpriu mandado de reintegração de posse e levou 113 alunos para o 2º DP, no bairro do Bom Retiro.

Os alunos querem valorização da educação pública, políticas efetivas de permanência e de assistência estudantil, como restaurante universitário, moradia e bolsas de auxilio socioeconômicas, além de uma política de cotas que considerem inclusiva. Nesse sentido, a cobrança é por uma proposta alternativa ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp). “As universidades paulistas estão cada vez mais elitistas e racistas. A educação pública não tem que ser uma mercadoria, ela de estar ao alcance de todos. Queremos cotas proporcionais ao número de negros no Estado com o fim do vestibular e a estatização das universidades particulares” afirma Diego Damaceno, aluno de Ciências Sociais do campus Marília

Em nota a universidade afirma que “vem mantendo ininterrupta negociação” com alunos, professores e servidores e ratifica o documento assinado na reunião de 27 de junho de 2013, onde consta a “criação de uma Coordenadoria de Permanência Estudantil (CPE); definição da composição de uma Comissão Permanente de Permanência Estudantil (CPPE); estabelecimento de ações emergenciais em Ourinhos e São Vicente, e a cessão de uma sala para o funcionamento do DCE (Diretório Central dos Estudantes), assim que este estiver devidamente legalizado e reconhecido pela Reitoria da Unesp”.

Os estudantes cobram por resultados das negociações anteriores. “Na prática nada foi feito. Não queremos enfrentamento, a repressão vem por parte deles. A nossa luta está cada vez mais forte, queremos educação, ensino público de qualidade, a nossa mobilização continua até que a gente conquiste isso” Yume Kykuda Silveira, aluna do campus de Ourinhos.

Para se manifestar contra a repressão da PM o diretório acadêmico da Unesp organizou uma caminhada do Teatro Municipal São Paulo até o prédio da reitoria, na rua Quirino de Andrade, também na região central, na última sexta-feira (18). A manifestação aconteceu de forma pacífica.

Os alunos estão em greve nos campi de Assis, Bauru, Botucatu, Marília, Ourinhos, São Paulo, Rio Claro, Franca e Araraquara.

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