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Cobrança

Manifestação contra gastos da Copa e tarifa do transporte em BH deixa ao menos onze feridos

Tropa de Choque e Força Nacional agiram com violência contra manifestantes que se aproximaram do Mineirão
por Redação RBA publicado 22/06/2013 19h38, última modificação 22/06/2013 19h47
Tropa de Choque e Força Nacional agiram com violência contra manifestantes que se aproximaram do Mineirão
Uarlen Valerio/O Tempo/Folhapress
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Belo Horizonte foi uma das cidades que convocou a Força Nacional de Segurança esta semana

São Paulo – A Polícia Militar e a Força Nacional de Segurança reprimiram um protesto que reuniu em torno de 60 mil pessoas hoje (22) em Belo Horizonte. A Tropa de Choque agiu com violência depois que os manifestantes se aproximaram do cordão de isolamento do estádio do Mineirão, onde foi realizado o jogo entre Japão e México pela Copa das Confederações. O protesto na cidade é o maior entre os convocados neste sábado.

A situação ficou fora de controle na Avenida Antônio Carlos, esquina da Avenida Abraão Caram. Alguns manifestantes colocaram fogo em objetos, depredaram e saquearam uma concessionária localizada na avenida. Enquanto isso, PMs se valeram até mesmo da cavalaria e pela primeira vez em Minas Gerais utilizaram o “caveirão”, veículo blindado que ficou conhecido pela atuação violenta nas favelas do Rio de Janeiro.

As tropas atiraram bombas de “efeito moral” e balas de borracha contra a multidão. Até agora estão confirmados 11 feridos, cinco policiais e seis manifestantes. Ao menos dois jovens caíram de um viaduto, e até o momento não há confirmação sobre a gravidade dos ferimentos.

O ato começou na Praça Sete, no centro da cidade, às 10h, e foi convocado pelas redes sociais. Este é o sétimo protesto na capital mineira, onde a mobilização começou para exigir a redução da tarifa de transporte público. Esta semana, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) enviou à Câmara Municipal um projeto de lei para promover um corte de R$ 0,05, o que não satisfez os cidadãos.

Além disso, há uma queixa contra os gastos da Copa de 2014, considerados excessivos, e um pedido por melhoria da prestação dos serviços públicos. Ontem, em pronunciamento, a presidenta Dilma Rousseff comentou este aspecto, informando que os recursos federais empregados em obras para o torneio são financiamento para empresas, governos e municípios, e terão de ser devolvidos com pagamento de juros.

Segundo o advogado Thiago Coacci, que participa das manifestações, “esse foi o pior confronto entre os protestos que fizemos aqui em Belo Horizonte. A polícia veio com um aparato muito forte”. O integrante da manifestação também informou que houve alguma prisões. “Não sabemos quantas pessoas ao certo foram presas, mas fomos informados que um grupo grande foi levado para a Delegacia de Venda Nova. Estamos com um grupo de advogados que vai para lá acompanhar essas prisões”, comentou.

Com informações Agência Brasil e Agência EFE.