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Haddad evita críticas à segurança e diz que Virada Cultural foi planejada com a PM

Razões para aumento da violência e omissão dos PMs ainda não foram constatadas. Secretário de serviços admite que faltou iluminação em alguns pontos
por Gisele Brito publicado 20/05/2013 20h00, última modificação 20/05/2013 20h09
Razões para aumento da violência e omissão dos PMs ainda não foram constatadas. Secretário de serviços admite que faltou iluminação em alguns pontos
Fábio Arantes/secom
virada

Virada reuniu aproximadamente 4 milhões de pessoas entre sábado e domingo (18 e 19), na cidade de São Paulo

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou hoje (20) que o planejamento da segurança da Virada Cultural, evento realizado no último fim de semana, foi feito em conjunto com a Polícia Militar, o que afastaria as críticas de que a maior concentração de atrações no centro velho da cidade neste ano teria provocado o aumento da violência em relação aos anos anteriores. Centenas de atrações animaram o coração da cidade, mas arrastões, agressões e a morte de duas pessoas – uma baleada e outra de overdose – provocaram críticas à segurança do evento. Algumas testemunhas relatam a omissão de policiais que não atuaram para conter roubos e brigas.

O prefeito disse ainda não ter tido acesso aos números oficiais de ocorrências registradas, mas funcionários teriam relatado que entre 2h30 e 5h de ontem (19), as ocorrências aumentaram “bruscamente”. O comando da polícia, no entanto, teria tomado todas as providências necessárias.

“Quem fez o planejamento da segurança foi a Polícia Militar. E, em nenhum momento, isso (a maior concentração de atrações no centro) foi colocado como um obstáculo. Agora, é natural, que depois da Virada, se façam ponderações como essa. Nós vamos nos debruçar sobre elas. Mas em nenhum momento a Polícia Militar colocou essa objeção. Inclusive, porque foi tudo feito em comum acordo”, esclareceu, ao ser questionado sobre o assunto.

O prefeito salientou o cuidado em não se juntar ao coro de críticas à atuação dos PMs e deu sinais de que espera a mesma discrição da polícia. “Eu entendo que a prefeitura está tomando os devidos cuidados para não fazer acusações que podem ser indevidas, muitos menos à Corporação, que sempre esteve do nosso lado. Acho que esse tipo de comentário...vamos nos debruçar sobre os números e verificar o que pode ser feito.”

Iluminação

O secretário de Serviços, Simão Pedro, afirmou que a Virada Cultural "mostrou que alguns locais no centro precisam de atenção especial” em relação à iluminação, um dos principais fatores que provocaram a sensação de insegurança durante o evento. O secretário admitiu que problemas em toda a cidade. Segundo ele, 30% dos pontos de iluminação da cidade estão abaixo do índice mínimo de luminosidade. E que quase mil ruas estão sem iluminação, "graças a falhas de serviços contratados na administração anterior".

Um plano para atender a todas essas falhas será lançado no segundo semestre e priorizará pontos com mais incidência de homicídios informados pela Secretaria de Segurança Pública e áreas de maior concentração de pessoas, como hospitais, escolas e terminais de ônibus. “A gente reconhece que a cidade está com iluminação muito aquém daquilo que nós precisamos para ter uma cidade bem iluminada, para que a população possa sair com segurança, possa tomar conta, se apropriar mais dos espaços públicos. Nossa prioridade são esses pontos, evidentemente, com os pontos que nós observamos nós vamos dar uma atenção especial aqui para o centro”, detalhou.