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Estudantes da USP desenvolvem projeto para revitalizar prédio da Ocupação Mauá

Parceria com moradores que há cinco anos 'dão vida' a edifício, ideia valoriza função social da universidade
por Redação da RBA publicado 05/12/2012 14h43, última modificação 05/12/2012 18h05
Parceria com moradores que há cinco anos 'dão vida' a edifício, ideia valoriza função social da universidade

São Paulo – Alunos de Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Arquitetura da USP (Universidade de São Paulo) trabalham voluntariamente na revitalização do prédio no centro da capital paulista que abriga a Ocupação Mauá, símbolo da resistência de ativistas dos movimentos por moradia. O imóvel abriga 237 famílias que há cinco anos lutam pelo direito a moradia. O repórter Carlos Carlos, da TVT, visitou o local.

O estudante de Engenharia Felipe Niski Zveibil explica que há dois projetos sendo feitos em parceria com os moradores. “Um deles prevê a reabilitação do prédio inteiro, e inclui tentarmos um financiamento público; e outro é tentar melhorar a segurança e o aspecto do prédio”, disse. Ao lado dos moradores, os estudantes já começaram a reformar o quadro de luz.

"A partir do momento em que a gente faz a ocupação e dá vida ao prédio, a comunidade passa a viver melhor”, observa Ivanetti Araújo, do Movimento dos Sem-Teto do Centro de São Paulo. “Esse prédio ia ser demolido dentro do projeto Nova Luz. Mostramos que é possível transformar sem precisar derrubar.”

A função social dos universitários é lembrada por Zveibil. “É importante aplicar o conhecimento que temos para uma melhora geral da sociedade. Não adianta ficarmos na USP isolados, enquanto tem gente lutando por moradia digna, não faz sentido.”

Confira a reportagem da TVT.