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Alckmin atribui responsabilidade à Justiça por ação no Pinheirinho

Governador paulista promete "avaliar" excessos do Batalhão de Choque da PM em São José dos Campos. Foram desalojadas 9,6 mil pessoas
por Redação da RBA publicado 23/01/2012 20:12, última modificação 23/01/2012 20:28
Governador paulista promete "avaliar" excessos do Batalhão de Choque da PM em São José dos Campos. Foram desalojadas 9,6 mil pessoas

São Paulo – Eventuais abusos da Polícia Militar paulista "sempre são avaliados", segundo o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB). Ao comentar, nesta segunda-feira (23), a ação do Batalhão de Choque na operação de reintegração de posse no Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), a 100 quilômetros da capital, no Vale do Paraíba, o governador afirmou que a responsabilidade pela ação é do Judiciário.

Ocupado há sete anos e 11 meses, o Pinheirinho tinha 9,6 mil pessoas. A ação da polícia e da Guarda Civil Metropolitana teve ameaças e disparos de armas menos letais – com balas de borracha – contra representantes do governo federal e contra a repórter Lúcia Rodrigues, da Rádio Brasil Atual.

"(Abusos) sempre são avaliados. A operação foi acompanhada por um juiz de direito, presente todo o tempo, o doutor Rodrigo Capez, representando o Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele participou de toda reintegração. Toda ela foi filmada, documentada, não é uma tarefa simples", disse o governador. As imagens serão analisadas antes de haver definição sobre investigações.

Alckmin disse que o Executivo estadual é obrigado a ceder o efetivo solicitado pela Justiça nesse tipo de caso para garantir que o oficial garanta a execução da sentença. "O governo não tem esse condão de 'atendo ou não atendo' (os pedidos de ceder a polícia). Senão, não precisaria ter Justiça", frisou.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou, em nota, que a tropa do Batalhão de Choque foi solicitada e que os policiais agiram sob o comando da presidência do tribunal. A decisão foi tomada apesar de um acordo entre os moradores e o governo do estado de adiar por 15 dias a desocupação.

A área é de uma empresa do megaespeculador Naji Nahas, que chegou a ser preso em 2008 na Operação Satiagraha da Polícia Federal. O terreno acumula dívidas junto à prefeitura. Uma série de protestos foi realizada em diversas cidades do país.

Com informações da Agência Brasil