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Jornalista uruguaio que investiga crimes de ditadura é ameaçado por militares aposentados

por Redação da RBA publicado 15/02/2011 19h02, última modificação 15/02/2011 19h12

São Paulo – O jornalista uruguaio Roger Rodriguez teve seus dados pessoais divulgados em página na internet após escrever artigo em que mapeava organização de militares que cometeram crimes durante a ditadura. A discussão dos militantes pró-ditadura na rede social virou notícia na grande imprensa uruguaia.

Roger Rodriguez é conhecido por seu trabalho investigativo que ajuda a desvendar os crimes cometidos pelo governo militar uruguaio. O fato também deixou em alerta entidades de jornalistas e de defesa dos direitos humanos em todo o mundo.

“Estamos movendo a comunidade de jornalistas e de defesa dos direitos humanos. Enviamos carta ao presidente uruguaio José Mujica pedindo providências”, conta o presidente do Movimento gaúcho de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke.

O ativista afirma que o procedimento de tornar público dados de um jornalista é bastante utilizado pelo narcotráfico na Colômbia e na região de Juarez, no México. “Sempre pode haver um desafeto mais fanático, que acha que está fazendo um grande serviço ao matar um jornalista”, diz Krischke. Na carta, ressalta-se que Roger Rodríguez há 25 anos investiga e denuncia violações de direitos humanos ocorridas durante as ditaduras militares no Cone Sul.

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