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Creches e albergues de São Paulo acusam prefeitura de cortar repasse de verbas de assistência social

por virginiatoledo publicado 14/02/2011 14h16, última modificação 14/02/2011 14h50

São Paulo – Em protesto realizado na manhã desta segunda-feira (14) diante da prefeitura de São Paulo, manifestantes acusaram a gestão municipal de cortar verbas de equipamentos de assistência social na cidade. Segundo os ativistas, 1.500 entidades tiveram recursos suspensos neste ano. O mesmo ato teve ainda a presença de trabalhadores do Centro de Zoonoses, que afirmam ter sido dispensados na sexta-feira (11) sem aviso prévio.

Sobre os repasses a creches, abrigos e casas de acolhimento à população de rua, o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança e ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa) afirma que a suspensão ocorreu há dois meses. As associações e organizações conveniadas com o município respondem por boa parte da estrutura de assistência social na cidade.

Procurada pela Rede Brasil Atual, a Secretaria de Assistência Social não se manifestou até as 14h30 desta segunda.

De acordo com Valdecir dos Santos Lopes, diretor do sindicato, antes do protesto os manifestantes realizaram plenária e protocolaram um documento responsabilizando o prefeito Gilberto Kassab (DEM) pelo corte da verba. O mesmo material foi apresentado na sede da prefeitura e na Secretaria de Assistência Social.

Um albergue de Santo Amaro, na zona sul da cidade, teve de encerrar suas atividades por falta de recursos. Os ativistas acreditam que, caso os convênios não sejam retomados, creches e outros equipamentos de serviço público de assistência social correm risco de fechar as portas.

Problema antigo

As entidades de assistência social na cidade já vinham enfrentando problemas no repasse dos recursos pela administração municipal.  Em dezembro de 2009, as entidades já afirmavam trabalhar com déficit no orçamento, dificultando as condições de trabalho. Na ocasião, o orçamento para o ano de 2010 previa um repasse de R$ 270 milhões para a assistência social. No entanto, desta vez o protesto foi contra corte total dos repasses.