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Acesso de negros e pardos ao ensino superior cresce quatro vezes em dez anos

por Redação da RBA publicado 17/09/2010 14h25, última modificação 17/09/2010 15h00

Em 1999, a população jovem na faculdade era de 22,1%, contra os 48,1% de hoje (Foto: Leandro Moraes/Folhapress)

São Paulo – A Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE mostra que o país avançou nos últimos dez anos em relação à educação. O levantamento, que compara vários indicadores entre 1999 e 2009, revela que aumentou a inclusão educacional e caiu o analfabetismo.

A área de maior destaque é o ensino superior. Em 1999, a população jovem (18 a 24 anos) cursando faculdade era de 22,1%, contra 48,1% atualmente. Além disso, no fim da década anterior, 24,8% dos jovens ainda cursavam o ensino fundamental, percentual que foi a 8,3% agora. Permanecem, no entanto, disparidades quanto a cor de pele e região. Embora pretos e pardos (nomenclaturas adotadas pelo IBGE) tenham hoje mais acesso ao ensino superior, o percentual de brancos incluídos é mais que o dobro: 62,6%, contra 28,2% e 31,8% respectivamente. Antes, em 1999, apenas 7,5% de negros e 8% de pardos tinham acesso ao superior.


Na pré-escola houve também aumento expressivo: 38%, 15 pontos a mais que em 1999, e houve aumento significativo na área rural, em que o acesso das crianças de 0 a 5 anos ao estudo quase duplicou.

A pior situação se encontra na faixa entre 15 e 17 anos de idade. Embora a taxa de escolarização tenha aumentado pra 85,2%, apenas 50,2% estão dentro da faixa de ensino adequada (ensino médio). No Norte e no Nordeste, menos da metade dos estudantes nessa idade tem acesso ao nível médio, ambos em percentuais inferiores aos registrados há uma década.

(Com informações da Agência Brasil)