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Segurança para crianças na internet depende de diálogo familiar, alerta psicólogo

Orientação de quebrar tabus e conversar sobre sexualidade vale também para evitar "sexting", troca de imagens sensuais na web
por suzanavier publicado 12/05/2010 18h54
Orientação de quebrar tabus e conversar sobre sexualidade vale também para evitar "sexting", troca de imagens sensuais na web

Sexualidade não é só sexo, explica especialista (Foto: Nevit Dilmen/Sxc.hu)

São Paulo - Para o especialista em segurança na internet, Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de prevenção da ONG Safernet, a segurança de crianças e jovens no mundo virtual depende de constante diálogo entre pais e filhos, principalmente sobre sexualidade.

O conselho vale também para explicar a crianças e adolescentes sobre problemas e riscos de usos da web para trocar fotos íntimas ou sensuais pela internet ou pelo celular, como constatou pesquisa da ONG Safernet divulgada na última semana. Segundo o estudo, 11% dos adolescentes já enviaram fotos íntimas ou sensuais pela internet e 12% já namoraram ao menos uma vez pela rede de computadores.

Para evitar que crianças e adolescentes divulguem fotos sensuais ou eróticas na internet, o diretor da Safernet sugere que pais quebrem tabus e conversem com os filhos sobre sexualidade. "É preciso que o debate sobre sexualidade deixe de ser tabu", frisa.

A exposição dos jovens em fotos e vídeos sensuais na internet e o acesso a conteúdos pornográficos é preocupante, alerta Nejm. "É o adolescente cometendo um crime contra ele mesmo", analisa.

Também é importante que os pais compreendam que "sexualidade não é só sexo", ensina o especialista. Isso faz com que muitos pais considerem o tema inadequado para se conversar com uma criança. 

Segundo Nejm, é importante que os pais conversem com os filhos, desde crianças, sobre os limites do corpo, até onde podem ir, dependendo da idade, em relações afetivas. "Se você não discutir em casa e na escola sexualidade, que é mais amplo, o adolescente ou a criança pode em dois cliques ter acesso a conteúdos sobre o assunto", analisa.

Cada família, "respeitando seu contexto e valores, deve acompanhar o comportamento das crianças no mundo virtual para negociar os limites das relações que eles estabelecem pela internet", aponta o diretor da Safernet.